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sábado, 7 de junho de 2014

ESTILÍSTICA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estilística (do alemão Stilistik, pelo francês stylistique) é o ramo da linguística que estuda as variações da língua e sua utilização, incluindo o uso estético da linguagem e as suas diferentes aplicações dependendo do contexto ou situação. O objeto preferencial de estudos estilísticos é a literatura, não exclusivamente a "alta literatura" mas outras formas de textos escritos, na publicidade, política ou religião.
Por exemplo, a língua de publicidade, política, religião, autores individuais, ou a língua de um certo período, todos pertencem a uma situação particular. Em outras palavras, todos possuem um "lugar". Na estilística, analisa-se a capacidade de provocar sugestões e emoções usando certas fórmulas e efeitos de estilo. Também tenta-se estabelecer os princípios capazes de explicar as escolhas particulares feitas por indivíduos e grupos sociais em seu uso da língua, tal como a socialização, a produção e a recepção do sentido, análise crítica do discurso e crítica literária. Outras características da estilística inclui o uso do diálogo, incluindo acentos regionais e os dialetos desse determinado povo, língua descritiva, o uso da gramática, tal como a voz passiva ou voz ativa, o uso da língua particular, etc. Muitos linguistas não gostam do termo "estilística". A própria palavra "estilo" possui diversas conotações que dificultam que o termo seja definido com precisão. Entretanto, no criticismo linguístico, Roger Fowler diz que, no uso não-teórico, a palavra estilística faz sentido e são úteis referindo-se a uma série de contextos literários, tais como o "grande estilo" de John Milton, "o estilo da prosa" de Henry James, o "épico" e "estilo da canção popular" da literatura clássica grega, etc. (Fowler. 1996, 185). Além disso, a estilística é um termo distintivo que pode ser usado para determinar conexões entre forma e efeitos dentro de uma variedade particular da língua. Consequentemente, a estilística visa ao que "acontece" dentro da língua; o que as associações linguísticas revelam do estilo da língua.

Índice

[esconder]

[editar] Geral

A situação em que um tipo de língua é encontrada pode geralmente ser vista enquanto apropriada ou imprópria ao estilo da língua que se usou. Uma carta pessoal de amor provavelmente não possuiria a linguagem apropriada para este tipo de artigo. Entretanto, dentro da língua de uma correspondência romântica o estilo da carta e seu contexto podem estar relacionados. Pode ser intenção do autor incluir uma palavra, frase ou sentença que não apenas transmite os sentimentos de afeição, mas também refletir o ambiente original de sua composição romântica. Mesmo assim, usando uma suposta língua convencional e aparentemente apropriada dentro de um contexto específico (as palavras aparentemente apropriadas que correspondem à situação em que aparecem), existe a possibilidade que nesta língua possa faltar o sentido e deixar de transmitir fielmente a mensagem destinada ao leitor do autor, tornando assim tal linguagem obsoleta precisamente devido à sua convencionalidade. Além disso, para qualquer escritor que pretenda transmitir a sua opinião em uma variedade de linguagem que sinta, é adequado para o contexto encontrar-se involuntariamente em conformidade com um estilo particular, que, em seguida, obscurece o conteúdo da sua escrita.

[editar] Registro

Na análise linguística, diferentes estilos de linguagem são tecnicamente registrados. O registro consulta às propriedades dentro de uma variedade da língua que associe essa língua com uma situação dada. Isso é diferente de, digamos, uma terminologia profissional que só poderia ser encontrada, por exemplo, em um documento legal ou jornal médico. O linguista Michael Halliday define o registro enfatizando seus padrões e contexto semânticos. Para Halliday, registro é determinado por aquilo que está ocorrendo, quem é que participa e que parte da linguagem está participando. (Halliday. 1978, 23) Em "Context and Language", Helen Leckie-Tarry sugere que teoria de Halliday sobre registros visa a propor relações entre função da linguagem, determinada por fatores situacionais ou sociais, e forma da língua. (Leckie-Tarry. 1995, 6) O linguista William Downes diz que a principal característica do registro, não importa quão peculiar ou diversa, é a de que é evidente e imediatamente reconhecível. (Downes. 1998, 309) Halliday dá grande ênfase no contexto social e de registro, e distingue do registro do dialeto, que é uma variedade de acordo com usuário no sentido de que cada orador utiliza uma variedade e a usa tempo todo, e não, como é no registro, uma variedade de acordo com o uso, no sentido de que cada orador tem um leque de variedades e escolhe entre eles em momentos diferentes. (Halliday. 1964, 77)

[editar] Campo, conteúdo e modo

Halliday classifica a estrutura da semiótica como "campo", "conteúdo" e "modo", que, ele sugere, tende a determinar a seleção de opções correspondentes em um componente da semântica. (Halliday. 1964, 56) O linguista David Crystal salienta que o "conteúdo" de Halliday está como um equivalente para a expressão 'estilo', que é uma alternativa mais específica utilizada por linguistas para evitar ambiguidade.

[editar] Divisões

A divisão proposta pelo francês Pierre Giraud abarca duas condições de origem: aquelas figuras usadas pelo próprio idioma (estilística da língua), e aquelas criadas pelo autor (estilística genética)[1]
Para aqueles que a entendem como um divisão da gramática, a Estilística divide-se em:
Segundo ainda essa divisão, a ela cabem, também, o estudo dos chamados Vícios de linguagem, tais como a ambiguidade (anfibologia), barbarismo, cacofonia, estrangeirismo, colisão, eco, solecismo e obscuridade.

[editar] Fontes e referências

  1. Castelar de Carvalho, in: A Estilística e o Ensino de Português, artigo no sítio www.filologia.org.br, pesquisado em 26 de fevereiro de 2007, às 8:30h.
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Linguística
Divisões
Fonética | Pragmática | Fonologia | Morfologia | Sintaxe | Semântica| Lexicologia | Estilística
Tipos de linguística
Antropológica | Cognitiva | Gerativa | Comparativa | Aplicada | Geolinguística | Computacional | Histórica | Neurolinguística | Política linguística | Psicolinguística | Sociolinguística
Artigos relacionados
Preconceito linguístico | Análise do discurso | Aquisição da linguagem | Línguas A e B | Sistema de escrita | Ciência cognitiva | Estruturalismo | Etimologia | Caso gramatical | Figura de linguagem
Família de línguas | Filologia | Internetês | Lista de linguistas | Gramática | Língua de Sinais | Alfabeto | Eurodicautom | Língua e cultura | Semiótica
Atos da fala | Análise do discurso

11.Figuras de Linguagem 2 - REDAÇÃO - VESTIBULANDO DIGITAL (AULA 11)


10. Figuras de Linguagem - REDAÇÃO - VESTIBULANDO DIGITAL (AULA 10)


ANFIBOLOGIA = AMBIGUIDADES

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A anfibologia (do grego amphibolia) vem a ser, na lógica e na lingüística moderna, o mesmo que ambigüidade (do latim ambiguitas, atis), isto é, a duplicidade de sentido em uma construção sintática. Um enunciado é ambíguo e, portanto, anfibológico quando permite mais de uma interpretação.
Na lógica aristotélica, designa uma falácia baseada no dúbio sentido - proposital ou não - da estrutura gramatical da sentença de modo a distorcer o raciocínio lógico ou a torná-lo obscuro, incerto ou equivocado.
A ambigüidade pode ser proposital ou inconsciente (ato falho) ou, ainda, dar-se por mero descuido do falante ou do escritor ao organizar as palavras do enunciado.
Há uma diferença entre a ambiguidade usada como recurso falacioso de argumentação e o recurso estilístico. O uso estilístico da ambigüidade é comum na poesia (licença poética) e também na linguagem informal, sobretudo no cotidiano do registro falado de uma língua (em brincadeiras, insinuações, por meio de trocadilhos e jogos de palavras). Neste caso, a utilização da ambigüidade se vale da polissemia das palavras ou da semelhança fonética, fenômenos lingüísticos presentes em praticamente todas as línguas.
De um modo geral, a ambigüidade é considerada um vício de linguagem ou recurso estilístico, e a anfibologia, uma falácia.
Uma vez que a anfibologia ou a ambigüidade está estreitamente associada à sintaxe, isto é, à posição e organização das palavras dentro de um enunciado, à relação delas entre si e, de um modo geral, à construção das frases, a ocorrência dessa falácia ou desse vício de linguagem assumirá diferentes formas de acordo com a língua de que se trate, pois cada idioma possui sua própria estrutura e sua sintaxe.

Exemplos

1) Uso de sujeito posposto a verbo que seja transitivo direto: Venceu o Brasil a Argentina - Quem foi o vencedor: o Brasil ou a Argentina?
2) Uso de pronome possessivo na terceira pessoa - "seu", "seus", "sua", "suas" - (é um uso que, se o escritor não estiver atento, freqüentemente produz ambigüidade): Meu pai foi à casa de José em seu carro - No carro de quem, de José ou do pai?
3) Uso de certas comparações: Na década de 70, os jogadores do Vasco não levavam os treinos a sério, como acontecia no Cruzeiro. - O que acontecia no Cruzeiro? O autor da frase quis equiparar os jogadores do Cruzeiro aos do Vasco ou, ao contrário, quis fazer uma oposição, afirmando que os cruzeirenses levavam os treinos a sério, diferentemente dos vascaínos?
4) Uso da preposição "de" em certos casos entre dois substantivos - as preposições também são freqüentemente fonte de ambiguidade: Onde está a cadela da sua mãe? - Está-se referindo à cadela que pertence à mãe ou está-se insultando-a?
5) Uso do verbo deixar: João deixou as pessoas felizes. - João deixou felizes as pessoas ou deixou as pessoas que eram felizes?

Ligações externas

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LISTA DE PLEONASMO

Anexo:Lista de pleonasmos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Esta é uma lista de alguns exemplos de pleonasmos viciosos (redundâncias) usados na língua portuguesa. Pleonasmo pode ser tanto uma figura de linguagem quanto um vício de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão, enfatizando-a.1

Pleonasmos viciosos

Esta secção mostra apenas alguns exemplos de pleonasmos viciosos, aqui não estão localizados todos.
Pleonasmo Significado
Cego dos olhos Se está cego, é do olho.
Climatologia geográfica Se é climatologia, só pode ser geográfica.
Sangrava sangue Se sangra,sempre vai ser sangue.
Maluco da cabeça Se está maluco, só pode ser da cabeça.
Subir para cima Se está subindo, só pode ser para cima.
Descer para baixo Se está descendo, é para baixo.
Entrar para dentro Se está entrando, é para dentro.
Sair para fora Se está saindo, é para fora.
Hemorragia de sangue A hemorragia já é um derramamento de sangue para fora dos vasos.
Pessoa humana Se é uma pessoa, só pode ser humana. Utiliza-se para diferenciar da Pessoa Jurídica.
Unanimidade de todos Se é unânime se trata de todos.
Acabamento final Se é um acabamento, só pode ser final.
Amanhecer o dia Se está a amanhecer, só pode ser o dia.
Surpresa inesperada Se é uma surpresa, logo, será inesperada.
Conviver junto Se uma pessoa está convivendo com outra, só pode ser junto.
Decapitar a cabeça Se vai decapitar só pode ser a cabeça
Encarar de frente Se a pessoa está encarando, só pode ser de frente.
Gritar alto Se uma pessoa grita, só pode ser alto.
Certeza absoluta Se uma pessoa tem certeza, ela só pode ser absoluta.
Cheirar com o nariz Se uma pessoa cheira, tem que ser com o nariz.
Elo de ligação Se é um elo, apenas é de ligação.
Dupla de dois Se é dupla, tem que ser de dois
Verdade verdadeira Se é uma verdade, só pode ser verdadeira.
Olhar com os olhos Se uma pessoa está olhando, só pode ser com os olhos.
Lamber com a língua Se a pessoa lambe, só é possível com a língua.
Isto é um fato real Se é fato, é real.
Multidão de pessoas Se é uma multidão, só pode ser de pessoas.
Morder com os dentes Se a pessoa morde, só pode ser com os dentes
Estreia pela primeira vez Se é estreia,tem que ser a primeira vez.
Cala a boca Se é para se calar, tem de ser da boca.
Goteira no teto. Se é goteira, é no teto; se é na parede, escorre; no chão é poça.
Panorama geral Se é um panorama, vai ser uma abordagem geral.
Prefiro mais Se você prefere algo, é óbvio que irá gostar mais daquilo.
Mais melhor Se alguma coisa é melhor, obviamente será mais conveniente.
Ganhar de graça Se você ganha alguma coisa, ela é de graça. Se não fosse, seria uma compra.
Criar novas Se você cria alguma coisa, logo ela é nova.
Própria autobiografia A autobiografia é a sua própria biografia.
Há muitos anos atrás Se algo ocorreu há muitos anos, certamente será do pretérito.
Países do mundo Os países estão localizados no mundo (planeta).
Viúvo(a) do falecido(a) Se ele(a) é viúvo(a), seu marido(esposa) está falecido(a).
Fato verídico Se é um fato, é algo verdadeiro. Se é verdadeiro, é verídico.
Almirante da Marinha Só existe essa espécie de patente na marinha.
Demente mental A demência é uma deficiência que afeta a mentalidade.
Decapitar (ou guilhotinar) a cabeça Se você decapita alguém, está retirando a cabeça desse sujeito.
Suicidou(-se) a si mesmo Se alguém se suicida, ele o mata.
Comer com a boca Se você está comendo alguma coisa, só é possível com a boca.
Prefeito municipal Se alguém é prefeito, governa um município2 .
Andar os pés Se andamos, utilizamos os pés.
Adiar para depois Se algo está sendo adiado, ele ficará para depois.
Sussurrar baixo Se é sussurro, é baixo.
Comparecer pessoalmente Se você comparece, apresenta-se em um local. Mas atualmente, devido à tecnologia de [[Internet]], é possível comparecer à distância, como em caso de [[Videoconferência]].
Conclusão final Se é conclusão, está no epílogo.
Mar salgado Se é mar, tem sua água salgada.
Surdo do ouvido Se alguém é surdo é porque o ouvido não funciona bem.
Arder em chamas Se algo está em chamas tem de estar a arder.

Pleonasmo em ênfase

Alguns autores, escritores e cantores usaram pleonasmos literários e viciosos em suas obras.
Pleonasmo Autor/Escritor/Cantor
"Detalhes tão pequenos de nós dois." Roberto Carlos
"Ó mar salgado, quanto do teu sal. São lágrimas de Portugal." Fernando Pessoa
"O cadáver de um defunto morto que já faleceu." Roberto Gómez Bolaños
"Eu nasci, há dez mil anos atrás." Raul Seixas
"Foi o que vi com meus próprios olhos." Antonio Calado
"A ameaça, o perigo, eu os apalpava quase." Guimarães Rosa

Pleonasmo em complemento verbal

Alguns pleonasmos são complementos verbais de verbos intransitivos. Eles são usados para aplicar características ao substantivo implícito de um verbo.3
Pleonasmo Autor/Escritor/Cantor
"Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor." Viana Moog
"Chovia uma triste chuva de resignação." Manuel Bandeira
"E rir meu riso e derramar meu pranto." Vinícius de Morais
"Morrerás morte vil na mão de um forte." Gonçalves Dias
"Eu canto um canto matinal." Guilherme de Almeida

Referências

  1. Pleonasmos
  2. Conceito de Município
  3. [[en:Cognate object|Cognate object]]

Ligações externas

Linguística
Divisões
Fonética | Pragmática | Fonologia | Morfologia | Sintaxe | Semântica | Lexicologia | Estilística
Tipos de linguística
Antropológica | Cognitiva | Gerativa | Comparativa | Aplicada | Geolinguística | Computacional | Histórica | Neurolinguística | Política linguística | Psicolinguística | Sociolinguística
Artigos relacionados
Preconceito linguístico | Análise do discurso | Aquisição da linguagem | Línguas A e B | Sistema de escrita | Ciência cognitiva | Estruturalismo | Etimologia | Caso gramatical | Figura de linguagem
Família de línguas | Filologia | Internetês | Lista de linguistas | Gramática | Língua de Sinais | Alfabeto | Eurodicautom | Língua e cultura | Semiótica
Atos da fala | Análise do discurso

ANÁFORA NA MÚSICA ÁGUAS DE MARÇO DE TOM JOBIM

 

Águas de Março –

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira caingá, candeia, é o Matita Perê
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho no rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã são as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé são as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

Anáfora

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Em retórica, anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. É uma figura de linguagem muito usada nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia.

Exemplos

Nem tudo que ronca é porco ,
Nem tudo que berra é bode,
Nem tudo que reluz é ouro,
Nem tudo que falar se pode.

Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ociosos
Não cos vários deleites e infinitos..." (Os Lusíadas, 6-96)

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer,
é um não querer mais que bem querer. (Camões)

Ilha cheia de graça
Ilha cheia de pássaros
Ilha cheia de luz
Ilha verde onde havia
mulheres morenas e nuas" (Cassiano Ricardo)

Não sinto um milênio em uma hora,
Não sinto uma hora em um só dia,
Não sinto a Maldade a ir-se embora,
Não sinto a Bondade que me havia. (Jaime de Andruart)

Nada vai me fazer desistir do amor...
Nada vai me fazer desistir de voltar todo dia pro seu calor...
Nada vai me levar do amor... (Jorge Vercillo)

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia. (Manuel Bandeira)

Outros usos

Em publicidade e no cinema, também se pode chamar anáfora à repetição de imagens (por exemplo, para dar a noção da sucessão de dia após dia, ou de rotina, pode-se repetir a mesma cena diversas vezes - como alguém a levantar-se da cama, podendo-se usar, para este efeito, exactamente a mesma sequência de imagens). Tal recurso é extensamente utilizado no filme Requiem for a Dream.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

QUADRA E MEIA & CASA DE ARANHA - COCO EM R

Quadra e Meia- JACINTO SILVA

Coco de embolada é diferente do coco de roda
Coco de roda não é coco de embolada
No coco de improviso canta quem sabe rimar
Quem canta fica calado, quem não sabe quer cantar
Galope à beira-mar é diferente de uma sextilha
Uma sextilha não pode ser um mourão
Preste bem atenção, é uma quadra, quadra e meia
É um martelo alagoano, é um quadrado é um quadrão
Não é todo cantor que canta coco do jeito que eu canto
Do jeito que eu canto, eu quero ver você cantar
É um nó é um garrancho é um garrancho é um nó
Cantador tenha cuidado pra língua não embolar


Casa de Aranha

Silvério Pessoa

Casa de Aranha

se coRReR moRRe, se ficaR apanha
eu vou deixaR você em uma casa de aRanha
eu queRo que você diga,
diga sem eRRaR
que aRanha tece o fio
devagaR sem se cansaR
aRanha aRRanha a jaRRa, a jaRRa aRRanha aRanha
você ganha noutRo estilo
mas, nesse você não ganha
se coRReR moRRe...
cantadoR tenha cuidado
pRá não vaRiar
é gancho, é gancho, é gaRRancho
topada, topei, topaR
cuidado pRa não eRRaR
se eRRaR apanha
você ia pRo caju e eu já vinha das castanhas
se coRRer moRRe...

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