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terça-feira, 26 de agosto de 2014

HIPÉRBOLE - FIGURA DE ESTILO

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Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem[1] que incide quando há demasia propositada [2] num conceito, expressa de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma ideia aumentada do autêntico. Em palavras mais simples, hipérbole é "expressar uma ideia de forma exagerada".
É habitual na linguagem corrente, como quando se pronuncia: "Já te ressalvei mais de mil ocasiões, para não retrocederes a proferir-me elevado!".

Exemplos

Alguns exemplos de expressões que contém hipérboles, colhidos da literatura:
  • "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac)[3]
  • "Um quarteirão de perucas para Clodovil Pereira †(2009)". (José Cândido Carvalho)
  • "Na chuva de cores / Da tarde que explode / A lagoa brilha" (Carlos Drummond de Andrade)."o sol está me chamando[4]
  • "Assim esperamos - disse a plateia, já agora morrendo de rir." (Caetano Veloso)[5]
  • "Eu chorei rios de lágrimas."
  • "Você me faz morrer de rir."
  • "Estou morrendo de fome!"

Referências

  1. Dicionário Aurélio, verbete hipérbole
  2. NETO, Pasquale Cipro Neto, INFANTE, Ulisses. Gramática da Língua Portuguesa, Scipione, São Paulo, 1998
  3. In: Alvorada do Amor, poesia (acessada em novembro de 2008)
  4. In: "Lagoa" (acessado em novembro de 2008).
  5. In: "Barco Vazio", texto coligido por Wally Salomão sob título "Alegria, Alegria" - "Caetano Veloso", FRANCHETTI, Paulo e PÉCORA, Alcyr. Abril Educação, col. Literatura Comentada, São Paulo, 1981

Ligações externas

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete hipérbole
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IRONIA

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Um aviso de proibido fumar colocado sobre figuras de Sherlock Holmes fumando, um exemplo típico da ironia de situação.
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. O termo Ironia Socrática, levantado por Aristóteles, refere-se ao método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido moderno da palavra.

Tipos de ironia

A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: oral, dramática e de situação.
  • A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção: quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra, ou então quando um significado literal é contrário para atingir o efeito desejado.
  • A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a expressão e a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação põe uma questão em jogo e a plateia entende o significado da situação, mas a personagem não.
  • A ironia de situação é a disparidade existente entre a intenção e o resultado: quando o resultado de uma ação é contrário ao desejo ou efeito esperado. Da mesma maneira, a ironia infinita (cosmic irony) é a disparidade entre o desejo humano e as duras realidades do mundo externo. Certas doutrinas afirmam que a ironia de situação e a ironia infinita, não são ironias de todo
Exemplos:
“A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar crianças”. (Monteiro Lobato)
"-Meu marido é um santo. Só me traiu três vezes!"
É também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo que, a princípio, representa. A ironia utiliza-se como uma forma de linguagem pré-estabelecida para, a partir e de dentro dela, contestá-la.

Referências bibliográficas

Ver também

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ONOMATOPEIA

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Exemplo de uma página de uma história em quadrinhos usando onomatopeias
O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Onomatopeia
Onomatopeia(primeiro falado pelo antigo greco "criar um nome", "fazer um nome" no sentido "afigurar um nome, afigurar um termo") é uma figura de linguagem na qual se reproduz um som com um fonema ou palavra. A forma adjetiva é onomatopaico. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopeias, em geral, são de entendimento universal. Geralmente, as onomatopeias são usadas em histórias em quadrinhos, muitas dessas onomatopeias são derivadas de verbos da língua inglesa.[1] Nos mangás, as onomatopeías ou giseigos 擬声語 (giseigo?)[2] fazem parte da arte, no Brasil as editoras brasileiras deixam as onomatopeias ou em Hiragana e Katakana[3] e no rodapé da página colocam legendas com a tradução.[4] Nos EUA, a Shonen Jump local adapta essa onomatopeias.[5]

Índice

Exemplos

  • Toc , Toc – bater da porta
  • Hmm - pensamento
  • Ha Ha Ha!– riso
  • Atchim! - espirro
  • Au! - latido
  • Bang! – tiro
  • Buáá! – choro
  • Clap! – palmas
  • Cof, Cof - tosse
  • Grrr! – grunhido
  • Miau! – miado
  • Nhec – rangido
  • Oops! – espanto; medo; surpresa
  • Tic-tac! – relógio
  • Toclof! – "dando passos com botina"
  • Tchibum – tiro
  • Zzz! – zumbido ou alguém dormindo
  • Splash – mergulho
  • Quack! – pato
  • Blin Blong! – campainha
  • Beep!
  • Muuu - mugir(boi, vaca, etc)
  • Arghn! / Urgh! – som de nojo ou repulsa.
  • crash! - batida
  • Au Au! - cão latindo
  • Cócóricó - galo cantando
  • Bii Bii - buzina
  • smack - beijo

Exemplos de Portugal

  • Ai! – dor ou grito emoção
  • Ai, ai... – lamentação
  • Ah! – grito
  • Ah ah ah!– riso
  • Argh! – som de nojo ou repulsa.
  • Âo! – latido
  • Ão ão! – cão grande ladrando
  • Atchim! – espirro
  • Au Au! – cão pequeno ladrando
  • Áuuuuu - uivar do lobo
  • Bip!- som de máquina, robot
  • Buáá! – choro
  • Bumba – imitação de pancada sem estrondo
  • Clap! – palmas
  • Cááá cárá cá – cacarejar da galinha
  • Cábuuum – detonar da bomba
  • Cá pum – efeito de algo ou pessoa a cair
  • Chuác - beijo
  • Crrác crrác ! - vozear da gralha e do papagaio.
  • crás! – batida de objectos metálicos
  • Cri Cri Cri ! – grilar do grilo
  • Có coró cóóó – cantar ou cocorocó do galo.
  • Crrrr – rangido
  • Ding Dong! – som da campainha de dois tempos ou dos relógios
  • Glu gluuu gluuu ! – gorgoletar do peru
  • Gri gri gri ! – fratenir da andorinha, do grilo e da cigarra
  • Hiin in in – hinir do cavalo e da girafa
  • Grrr! – grunhido ameaçador
  • Mééé – balido da ovelha
  • Miau! – miado
  • Muuu – mugir(boi, vaca, etc)
  • Nhéque – rangido
  • Oops! – espanto; medo; surpresa
  • Pás! – imitação de pancada seca, ou forte na madeira
  • Pi Piii ! – buzina
  • Plim plão – badalar do relógio de pêndulo
  • Plim plim – som das moedas a bater umas nas outras
  • Pumba – imitação de pancada com estrondo, repetindo é dar pancada/porrada
  • Pam! – tiro seco
  • Pum! – tiro estrondoso, peido (dar um pum!)
  • Quá Quá quá ! – grasnar do pato
  • RaTimBum - rufar de tambores
  • Ronrom - ronronar do gato
  • Rrrrr - rosnar dos canídeos
  • Ssssss - sibilar da cobra e de alguns insectos
  • Shhhhh! – pedido silencioso para se fazer silêncio
  • shiu! / Chiú! – pedido imperativo para se fazer Silêncio
  • Splash – mergulho
  • Gobt Gobt! - som do gole ao tomar suco de tamarindo
  • Tique-taque! – relógio
  • Toque – imitação de pancada seca na madeira
  • Trim triim ! – som da campainha da Porta ou dos telefones analógicos antigos
  • Trriim ! – telefones analógicos antigos, das campainhas
  • Ui ! - grito breve de dor quando alguém é picado
  • Ui ui ! - diz-se a uma pessoa bonita quando passa
  • Veee /Vvvv - lufar do vento
  • Zumba – imitação de pancada com zumbido
  • Aff's- tedio, raiva..
  • Burp! -arroto
  • Chomp - mastigar ou comer

Onomatopeia na música

Também na música existem figuras ou trechos chamadas onomatopeia, que imitam o som de fenómenos fora da música. Exemplos:
Johann Sebastian Bach: O grito do galo na Paixão de São Mateus (com as palavras "krähete der Hahn")
Johann Sebastian Bach: O rasgar da cortina do templo e o terremoto na hora da morte de Jesus na Paixão de São Mateus
Heinrich Ignaz von Biber: A battaglia (Música largamente onomatopaica, que se encontra entre outros várias vezes no youtube)

Referências

  1. , Nadilson Manoel da Silva Annablume, Fantasias e cotidiano nas histórias em quadrinhos, 46, 2004. ISBN 85-7419-299-6
  2. , Yōko Matsuoka McClain Hokuseido Press, Handbook of modern Japanese grammar: including lists of words and expressions with English equivalents for reading aid, Volume 1981, 202 e 203, 1981. ISBN 4590005700, 9784590005706
  3. Onomatopeias em japonês. site Língua Japonesa (03/11/2009). Página visitada em 27/05/2010.
  4. , Sônia Luyten hedra, Cultura pop japonesa, 88, 2005. ISBN 8587328891, 9788587328892
  5. [Shonen Jump começa sua invasão Título não preenchido, favor adicionar]. Omelete (07 de Agosto de 2002). Página visitada em 01/06/2010.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Homem Vitruviano (desenho de Leonardo da Vinci) - CLASSICISMO


O HOMEM VITRUVIANO ou o homem de Vitrúvio - modelo ideal para o ser humano, cujas proporções são perfeitas, segundo o ideal clássico de beleza.

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Homem Vitruviano
Autor Leonardo da Vinci
Data 1490
Técnica Lápis e tinta sobre papel
Dimensões 34 cm × 24 cm
Localização Gallerie dell'Accademia
Homem Vitruviano - é uma obra de Leonardo da Vinci. É um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separada e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado.1 A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. Às vezes, o desenho e o texto são chamados de Cânone das Proporções.
O desenho atualmente faz parte da coleção da Gallerie dell'Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália.
Examinando o desenho, pode ser notado que a combinação das posições dos braços e pernas formam quatro posturas diferentes. As posições com os braços em cruz e os pés são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel.

Proporções

O Homem Vitruviano é baseado numa famosa passagem do arquitecto/arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio na sua série de dez livros intitulados de De Architectura, um tratado de arquitetura em que, no terceiro livro, ele descreve as proporções do corpo humano masculino:
  • um palmo é o comprimento de quatro dedos
  • um é o comprimento de quatro palmos
  • um côvado é o comprimento de seis palmos
  • um passo são quatro côvados
  • a altura de um homem é quatro côvados
  • "erit eaque mensura ad manas pansas"
  • o comprimento dos braços abertos de um homem (envergadura dos braços) é igual à sua altura
  • a distância entre a linha de cabelo na testa e o fundo do queixo é um décimo da altura de um homem
  • a distância entre o topo da cabeça e o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem
  • a distância entre o fundo do pescoço e a linha de cabelo na testa é um sexto da altura de um homem
  • o comprimento máximo nos ombros é um quarto da altura de um homem
  • a distância entre a o meio do peito e o topo da cabeça é um quarto da altura de um homem
  • a distância entre o cotovelo e a ponta da mão é um quarto da altura de um homem
  • a distância entre o cotovelo e a axila é um oitavo da altura de um homem
  • o comprimento da mão é um décimo da altura de um homem
  • a distância entre o fundo do queixo e o nariz é um terço do comprimento do rosto
  • a distância entre a linha de cabelo na testa e as sobrancelhas é um terço do comprimento do rosto
  • o comprimento da orelha é um terço do da face
  • o comprimento do é um sexto da altura
Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.
O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano.
O desenho também é considerado frequentemente como um símbolo da simetria básica do corpo humano e, por extensão, para o universo como um todo. É interessante observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618).

Representações modernas


Referências

  1. Leonardo's vitruvian man (em inglês). Stanford University (outono 2002). Página visitada em 2 de maio de 2012.
www.leonardodavincidf.com.br/ www.suapesquisa.com/leonardo/

Ligações externas

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Miragem - Edmar Gonçalves


O sonho que estrela guia
São asas do meu dia-a-dia
É um tesouro escondido
Além do riacho comprido
Nas botas do meu Shangrilah
Ah!, eu vou teimando em viver
Olhando com o coração
Metendo o pé pela mão
E andando de costas pro ar
Ah!, salve a magia
De toda poesia que há
Salve a poesia
Vivendo a bela e a fera
Fazendo da tela a janela
O pano de fundo do mundo
Profundo
Quem sabe se vale dizer:
MIRAGEM ...

sábado, 7 de junho de 2014

ANÁFORA & ANÁFORA - NA MÚSICA BOBO DA CORTE DE ALCEU VALENÇA



Nem todo o beijo é pecado
Nem toda fruta é maçã
Nem todo réu é culpado
Nem toda culpa é cristã
Nem toda carta é marcada
Nem toda lente é ray-ban
Nem toda noite é noitada
Nem toda luz é manhã...(2x)
Por isso eu exijo respeito
Por teu desmantelo
Teus olhos vermelhos
Se vendo no espelho
E querendo voar...
Por isso eu exijo respeito
Por duas palavras
Na boca da noite
Na boca do bobo da corte...
Nem todo o beijo é pecado
Nem toda fruta é maçã
Nem todo réu é culpado
Nem toda culpa é cristã
Nem toda carta é marcada
Nem toda lente é ray-ban
Nem toda noite é noitada
Nem toda luz é manhã...
Por isso eu exijo respeito
Por teu desmantelo
Teus olhos vermelhos
Se vendo no espelho
E querendo voar...
Por isso eu exijo respeito
Por duas palavras
Na boca da noite
Na boca do bobo da corte...

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Em retórica, anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. É uma figura de linguagem muito usada nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia.

[editar] Exemplos

Nem tudo que ronca é porco ,
Nem tudo que berra é bode,
Nem tudo que reluz é ouro,
Nem tudo falar se pode.

"Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ociosos
Não cos vários deleites e infinitos..." (Os Lusíadas, 6-96)

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer,
é um não querer mais que bem querer. (Camões)

Ilha cheia de graça
Ilha cheia de pássaros
Ilha cheia de luz
Ilha verde onde havia
mulheres morenas e nuas" (Cassiano Ricardo)

Nada vai me fazer desistir do amor...
Nada vai me fazer desistir de voltar todo dia pro seu calor...
Nada vai me levar do amor... (Jorge Vercillo)

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia. (Manoel Bandeira)

[editar] Outros usos

Em publicidade e no cinema, também se pode chamar anáfora à repetição de imagens (por exemplo, para dar a noção da sucessão de dia após dia, ou de rotina, pode-se repetir a mesma cena diversas vezes - como alguém a levantar-se da cama, podendo-se usar, para este efeito, exactamente a mesma sequência de imagens). Tal recurso é extensamente utilizado no filme Requiem for a Dream.
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ANÁFORA

DO IT
LENINE

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô!, Hum!...
Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô! Hum!...(2x)

Anáfora

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Em retórica, anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. É uma figura de linguagem muito usada nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia.

[editar] Exemplos

Nem tudo que ronca é porco ,
Nem tudo que berra é bode,
Nem tudo que reluz é ouro,
Nem tudo falar se pode.

"Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ociosos
Não cos vários deleites e infinitos..." (Os Lusíadas, 6-96)

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer,
é um não querer mais que bem querer. (Camões)

Ilha cheia de graça
Ilha cheia de pássaros
Ilha cheia de luz
Ilha verde onde havia
mulheres morenas e nuas" (Cassiano Ricardo)

Nada vai me fazer desistir do amor...
Nada vai me fazer desistir de voltar todo dia pro seu calor...
Nada vai me levar do amor... (Jorge Vercillo)

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia. (Manoel Bandeira)

[editar] Outros usos

Em publicidade e no cinema, também se pode chamar anáfora à repetição de imagens (por exemplo, para dar a noção da sucessão de dia após dia, ou de rotina, pode-se repetir a mesma cena diversas vezes - como alguém a levantar-se da cama, podendo-se usar, para este efeito, exactamente a mesma sequência de imagens). Tal recurso é extensamente utilizado no filme Requiem for a Dream.
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