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terça-feira, 10 de novembro de 2015

SPAECE - 1 - PROCEDIMENTOS DE LEITURA - D1-D3-D4-D6-D14

 
Leia o poema abaixo para responder as questões 1 e 2.

Pássaro em vertical
Cantava o pássaro e voava
                 Cantava para lá
Voava para cá
Voava o pássaro e cantava
De
    Repente
                 Um
                       Tiro
                            Seco
               Penas fofas
                    Leves plumas
                    Mole espuma
         
             E um risco
             Surdo
                 N
                 O
                 R
                 T
                 E
                 S
                 U
                 L
Fonte: NEVES. Libério. Pedra solidão. Belo Horizonte: Movimento Perspectiva, 1965.


1. Qual é o assunto do texto:
a) Um pássaro em voo, que leva um tiro e cai  em direção ao chão.
b) Um pássaro que cantava o dia todo.
c) Um pássaro que sonhava com a liberdade.
d) A queda de um pássaro que não sabia voar.

2. De que maneira a forma global do poema se relaciona com o título “Pássaro em
vertical”?
a) A disposição das palavras no texto tem relação com o sentido produzido.
b) As palavras “norte-sul” não foram escritas verticalmente no poema.
c) O fato de que o pássaro possui penas e/ou plumas fofas e leves.
d) O termo vertical pode ser associado ao voo do pássaro.

Como um filho queridoTendo agradado ao marido nas primeiras semanas de casados, nunca quis ela se separar da receita daquele bolo. Assim, durante 40 anos, a sobremesa louvada compôs sobre a mesa o almoço de domingo, e celebrou toda data em que o júbilo se fizesse necessário.
Por fim, achando ser chegada a hora, convocou ela o marido para o conciliábulo
apartado no quarto. E tendo decidido ambos, comovidos, pelo ato solene, foi a esposa mais uma vez à cozinha assar a massa açucarada, confeitar a superfície.
Pronto o bolo, saíram juntos para levá-lo ao tabelião, a fim de que se lavrasse ato de adoção, tornando-se ele legalmente incorporado à família, com direito ao prestigioso sobrenome Silva, e nome Hermógenes, que havia sido do avô.

Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados.
Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.


No conto “Como um filho querido” a esposa e o esposo foram ao tabelião com
intuito de:

a) Regularizar a situação de um parente registrando seu nome.

b) Registrar o nome do filho querido que há 40 anos fazia parte da família, mas
não tinha registro.

c) Lavrar o ato de adoção do bolo no tabelionato, e assim, incorporá-lo à família
como um filho querido com direito ao sobrenome da família Silva.

d) Lavrar o ato de adoção do filho querido para que o mesmo recebesse o
nome do seu avô paterno, Hermógenes.

***********************************

A expressão no 2º parágrafo “Convocou ela o marido para o conciliábulo
apartado no quarto” significa:

a) A mulher chamou o marido para uma conversa séria no quarto a fim de convencê-
lo de que era preciso dar um nome ao bolo e registrá-lo no tabelionato.

b) A mulher convidou o marido para uma breve reunião no quarto do casal na
qual decidiriam pelo registro do nome do bolo no tabelionato.

c) A esposa determinou ao marido que fosse ao quarto a fim de convencê-lo de
dar um nome e registro ao bolo no cartório por meio de uma comemoração
íntima.

d) A esposa pediu para o marido que a acompanhasse até o quarto onde decidiriam
registrar o nome do bolo no cartório de registros por meio de uma
assembleia geral.

Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados.
Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.


Capricho, 1/06/2008

Por que os japoneses vieram ao Brasil?

Luiz Fukushiro
E por que, agora, seus descendentes estão indo para o Japão?

No início do século 20, as lavouras de café brasileiras precisavam de mão-de-obra. A saída do governo brasileiro foi atrair imigrantes. O momento não podia ser melhor para os japoneses – lá, o desemprego bombava por causa da mecanização da lavoura. Outro motivo que facilitou a vinda deles foi um tratado de amizade que Brasil e Japão tinham acabado de assinar.
Aí, a situação se inverteu: o Japão se transformou em uma potência e, lá pela década de 80, ficou difícil bancar a vida no Brasil por causa da inflação e do desemprego. Os netos e bisnetos dos imigrantes japoneses enxergaram, então, uma grande chance de se dar bem e foram em massa para o Japão. Até 2006, a comunidade brasileira no país já havia alcançado 313 mil pessoas.

Na frase: "... o desemprego bombava  por causa da mecanização da lavoura". a expressão destacada pode ser substituída por:
a) aumentava
b)apontava
c)atraía
d)bancava

Jornal do Rio está fazendo 50 anos


Ousado e investigativo o “Correio do Povo” sempre mostrou numa linguagem muito clara, tanto com os assuntos da cidade, do país e do mundo, como também dos municípios do bairro de cada cidadão e leitor.


Fonte: Revista Veja 2001.





No trecho “Ousado e investigativo o Correio do Povo sempre mostrou numa linguagem muito clara...” as palavras destacadas qualificam:


a) A cidade do Rio de Janeiro.


b) O leitor.


c) O jornal.


d) Os jornalistas.

Debussy


Para cá, para lá...


Para cá, para lá...


Um novelozinho de linha...


Para cá, para lá...


Para cá, para lá...


Oscila no ar pela mão de uma criança


(Vem e vai...)


Que delicadamente e quase a adormecer o balanço


Psio...-


Para cá, para lá...


Para cá e ...


- O novelozinho caiu.


Manuel Bandeira





O autor repete várias vezes “Para cá, para lá...”. Esse recurso foi utilizado para:


a) Acompanhar o movimento do novelo e criar o ritmo do balanço.


b) Reproduzir exatamente os sons repetitivos do novelo.


c) Provocar a sensação de agitação da criança.


d) Sugerir que a rima é o único recurso utilizado na poesia.

O leão, o burro e o rato


Um leão, um burro e um rato voltavam, afinal, da caçada que haviam empreendido juntos e colocaram numa clareira tudo que tinham caçado: dois veados, algumas perdizes, três tatus, uma paca e muita caça menor. O leão sentou-se num tronco e, com voz tonitruante que procurava inutilmente suavizar, berrou:


- Bem, agora que terminamos um magnífico dia de trabalho, descansemos aqui, camaradas, para a justa partilha do nosso esforço conjunto. Compadre burro, por favor, você, que é o mais sábio de nós três, com licença do compadre rato, você, compadre burro, vai fazer a partilha desta caça em três partes absolutamente iguais. Vamos, compadre rato, até o rio, beber um pouco de água, deixando nosso grande amigo burro em paz para deliberar.


Os dois se afastaram, foram até o rio, beberam água e ficaram um tempo. Voltaram e verificaram que o burro tinha feito um trabalho extremamente meticuloso, dividindo a caça em três partes absolutamente iguais. Assim que viu os dois voltando, o burro perguntou ao leão:


- Pronto, compadre leão, aí está: que acha da partilha?


O leão não disse uma palavra. Deu uma violenta patada na nuca do burro, deixando-o no chão, morto.


Sorrindo, o leão voltou-se para o rato e disse:


- Compadre rato, lamento muito, mas tenho a impressão de que concorda em que não podíamos suportar a presença de tamanha inaptidão e burrice. Desculpe eu ter perdido a paciência, mas não havia outra coisa a fazer. Há muito que eu não suportava mais o compadre burro. Me faça um favor agora: divida você o bolo da caça, incluindo, por favor, o corpo do compadre burro. Vou até o rio, novamente, deixando-lhe calma para uma deliberação sensata.


Mal o leão se afastou, o rato não teve a menor dúvida. Dividiu o monte de caça em dois: de um lado, toda a caça, inclusive o corpo do burro. Do outro apenas um ratinho cinza morto por acaso. O leão ainda não tinha chegado ao rio, quando o rato chamou:


- Compadre leão, está pronta a partilha!


O leão, vendo a caça dividida de maneira tão justa, não pôde deixar de cumprimentar o rato:


- Maravilhoso, meu caro compadre, maravilhoso! Como você chegou tão depressa a uma partilha tão certa?


E o rato respondeu:


- Muito simples. Estabeleci uma relação matemática entre seu tamanho e o meu - é claro que você precisa comer muito mais. Tracei uma comparação entre a sua força e a minha - é claro que você precisa de muito maior volume de alimentação do que eu. Comparei, ponderadamente, sua posição na floresta com a minha - e, evidentemente, a partilha só podia ser esta. Além do que, sou um intelectual, sou todo espírito!


- Inacreditável, inacreditável! Que compreensão! Que argúcia! - exclamou o leão, realmente admirado. - Olha, juro que nunca tinha notado, em você, essa cultura. Como você escondeu isso o tempo todo, e quem lhe ensinou tanta sabedoria?


- Na verdade, leão, eu nunca soube nada. Se me perdoa um elogio fúnebre, se não se ofende, acabei de aprender tudo agora mesmo, com o burro morto.


Millôr Fernandes





No último parágrafo, o rato diz ter aprendido tudo com o burro porque


(A) o burro havia feito uma partilha justa.


(B) o burro era, segundo o leão, o mais sábio dos três.


(C) o rato entendeu a ideia de justiça para o leão a partir do exemplo do burro morto.


(D) o rato estabeleceu uma relação matemática entre o seu tamanho e o do leão.





O conflito gerador na história ocorre quando


(A) o leão propôs ao burro que este fizesse a partilha da caça.


(B) o burro fez uma partilha que ele considerou justa.


(C) o leão discordou da partilha do burro.


(D) o leão pediu ao rato que este fizesse a nova partilha.





O desfecho dessa narrativa revela implicitamente que:


(A) o rato não compreendeu a partilha feita pelo burro.


(B) o leão se arrependeu de ter matado o burro.


(C) o leão não matou o rato porque gostava dele.


(D) o rato temia o leão.





Representa uma opinião a seguinte passagem:


(A) “ Compadre burro, por favor, você, que é o mais sábio de nós três”


(B) “ Os dois se afastaram, foram até o rio, beberam água e ficaram um tempo.”


(C) “- Pronto, compadre leão, aí está: que acha da partilha? “


(D) “ Estabeleci uma relação matemática entre seu tamanho e o meu”





Pode ser apontado como uma consequência da partilha proposta pelo burro o fato de


(A) o burro ser o mais sábio dos três.


(B) o leão ter matado o burro.


(C) o leão precisar de mais alimentos por ser mais forte.


(D) o rato ser um intelectual.





13. No penúltimo parágrafo, a repetição da palavra “inacreditável” reforça a ideia de que


(A) o leão ficou frustrado com a partilha feita pelo rato.


(B) a partilha feita pelo rato deixou o leão admirado.


(C) o leão não conseguia acreditar no fato de ter matado o burro.


(D) o rato fez uma partilha injusta.





Na passagem “Mal o leão se afastou, o rato não teve a menor dúvida”, a conjunção destacada possui um sentido de


(A) Condição


(B) Consequência


(C) Tempo


(D) Maldade





O pronome destacado na passagem “Como você escondeu isso o tempo todo, e quem lhe ensinou tanta sabedoria? “, o pronome destacado refere-se:


(A) ao rato;


(B) ao leão;


(C) ao burro;


(D) aos três animais.
 Elegia
Ganhei (perdi) meu dia.
E baixa a coisa fria
também chamada noite, e o frio ao frio
em bruma se entrelaçam, num suspiro.

E me pergunto e me respiro
na fuga deste dia que era mil
para mim que esperava,
os grandes sóis violentos, me sentia
tão rico deste dia
e lá se foi secreto, ao serro frio.

Carlos Drummond de Andrade
 
Dos versos, podemos entender que:

a-O poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. Ele ama o dia e
sua luz.
b-O poeta exprime um suave sentimento de tranquilidade, ao cair de uma noite
de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia, aproveitando o descanso
da noite para meditar.
c-O poeta sente-se triste ao fim de mais um dia de um longo inverno, e lembrasse
com saudade dos dias quentes e alegres do verão.
d-O poeta, sentindo próximo o fim da vida, faz um retrospecto melancólico,
confrontando o muito que espera e o nada que tem nas mãos.

Sou contra a redução da maioridade penal

        A brutalidade cometida contra os dois jovens em São Paulo reacendeu a fogueira da redução da idade penal. A violência seria resultado das penas que temos previstas em lei ou do sistema de aplicação das leis? É necessário também pensar nos porquês da  violência já que não há um único crime.
        De qualquer forma, um sistema socioeconômico historicamente desigual e violento só pode gerar mais violência. Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com os valores que defendemos. Defendo uma sociedade que cometa menos crimes e não que puna mais. Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência e formará mais quadros para o crime. Além disso, nosso sistema penal como está não melhora as pessoas, ao contrário, aumenta sua violência.                                                                               
        O Brasil tem 400 mil trabalhadores na segurança pública e 1,5 milhão na segurança privada para uma população que supera 171 milhões de pessoas. O problema não está só na lei, mas na capacidade para aplicá-la. Sou contra a redução da idade penal porque tenho certeza que ficaremos mais inseguros e mais violentos. Sou contra porque sei que a possibilidade de sobrevivência e transformação destes adolescentes está na correta aplicação do ECA. Lá estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Agora não podemos esperar que adolescentes sejam capturados pelo crime para, então, querer fazer mau uso da lei. Para fazer o bom uso do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.
        Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas reduzir a idade penal, além de ineficiente para atacar o problema, desqualifica a discussão. Isso é muito comum quando acontecem crimes que chocam a opinião pública, o que não respeita a dor das vítimas e não reflete o tema seriamente.
        Problemas complexos não serão superados por abordagens simplórias e imediatistas. Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do caminho que os leva lá. A decisão agora é nossa: se queremos construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.
           Fonte: ROSENO, Renato. Coordenador do CEDECA - Ceará e da ANCED - Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente

Identifique o tema central trabalhado no texto:.
A) Desigualdade Social                  B) Preconceito.          C) Violência        .        D) Maioridade Penal.     
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa que expressa A OPINIÃO DO AUTOR e não um fato narrado:

A) O Brasil tem 400 mil trabalhadores na segurança pública e 1,5 milhão na segurança privada para uma população que supera 171 milhões de pessoas.
B) No [ECA] estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei.
C) Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas.
D)A brutalidade cometida contra dois jovens em São Paulo reacendeu a fogueira da redução da idade penal.


A que gênero pertence o texto lido:
A) Um artigo de opinião.      B) uma entrevista         C) Um texto de divulgação científica.        D) Um depoimento pessoal
 







Leia a tirinha abaixo:
                                      Fonte: Revista Parque da Mônica, Maio 2001, n.101.

A expressão “deletei”, usada no terceiro quadrinho, é própria da linguagem tecnológica. Nesse contexto, qual o significado dela?
a) Destruir.
b) Esquecer.
c) Convencer.
d) Apagar.

Quais alimentos foram trazidos ao Brasil pelos japoneses?

Pensou em um festival de sushis e sashimis?  Pense maior. No total, os japoneses
trouxeram mais de 50 tipos de alimentos ao Brasil. Os primeiros provavelmente foram
as variedades de caqui doce e a tangerina poncã, que chegaram nos anos 20. Mas foi
a partir da década de 1930 que a maioria dos novos gêneros aportou por aqui.
O cenário era favorável aos agricultores japoneses: comprando ou arrendando lotes
de terras das fazendas cafeeiras falidas após a crise da Bolsa de Nova York, os pequenos proprietários dedicaram-se a uma variedade de culturas que não eram populares
no Brasil. Muitos imigrantes traziam mudas junto com suas bagagens nos navios.
Foi o caso do morango e até mesmo de um tipo de fruta insuspeita: a uva-itália, que
apesar de ser italiana, como o nome entrega, pintou no Brasil por mãos japonesas, na
década de 1940. A coisa era mais fácil quando vinha por meios oficiais, via acordos de
cooperação entre os dois países. De tempos em tempos, o governo nipônico liberava
sementes para cultivo no Brasil, como as da maçã Fuji, em 1971. Junto com as comidas “inéditas”, os japoneses trouxeram técnicas para ampliar a escala de produção de
gêneros alimentícios já presentes no país, mas ainda restritos ao esquema de fundo
de quintal, como o alface, o tomate, o chá preto, a batata e o emblemático exemplo da
produção de frangos e ovos.
A avicultura brasileira apenas ensaiava um voo de galinha até a década de 1930.
A atividade só decolou de vez com a importação de aves-matrizes do Japão e com a
experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.

                          Fonte: Revista Superinteressante. pág.59. Edição 246 – Dezembro. 200725

Cerca de 315 milhões de africanos vivem com menos de um dólar por dia – 84 milhões deles estão desnutridos. Um terço da população não sabe o que é água encanada e mais da metade não tem acesso a hospitais. Sem garantias básicas, o continente
vira ninho de conflitos de terra, ditaduras e terroristas que podem agir na Europa ou nos
EUA.  (...) Com tantos problemas, nada melhor que receber ajuda do resto do mundo,
certo? Pois é no meio dessa empolgação para fazer a pobreza virar história que o economista queniano James Shikwati grita para o mundo: “Pelo amor de Deus, parem de
ajudar a África”.

Fonte: Revista Superinteressante,  edição 240- junho;2007,p. 87.

A parte do texto que mostra opinião é:
a) 315 milhões de africanos vivem com menos de um dólar.
b) Um terço da população não sabe o que é água encanada.
c) 84 milhões deles estão desnutridos.
d) Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África.26
EXTRA A ideia central do texto é:
a) A identificação dos alimentos japoneses trazidos por eles para o Brasil.
b) O uso e a mistura de alimentos japoneses na culinária brasileira.
c) A contribuição da cultura alimentícia dos japoneses nos pratos típicos brasileiros.
d) O aprimoramento das técnicas japonesas de produção de gêneros alimentícios pelos brasileiros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

QUESTÕES VEST. LITER. VINÍCIUS DE MORAES



Soneto de fidelidade
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Nos dois primeiros quartetos do soneto de Vinicius de Moraes, delineia-se a ideia de que o poeta:

a) não acredita no amor como entrega total entre duas pessoas.
b) acredita que, mesmo amando muito uma pessoa, é possível apaixonar-se por outra e trocar de amor.
c) entende que somente a morte é capaz de findar com o amor de duas pessoas.
d) concebe o amor como um sentimento intenso a ser compartilhado, tanto na alegria quanto na tristeza.
e) vê, na angústia causada pela ideia da morte, o impedimento para as pessoas se entregarem ao amor.


No segundo verso do poema, no qual o poeta mostra como tratará o seu amor, as expressões "com tal zelo", "sempre" e "tanto" dão, respectivamente, ideia de:

a) modo - intensidade - modo.
b) modo - tempo - intensidade.
c) tempo - tempo - modo.
d) finalidade - tempo - modo.
e) finalidade - modo - intensidade.




Texto para as questões 3 e 4.



A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! Como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.

Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que boia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.



Vinicius de Moraes. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, pp.88-89.



A figura da mulher como musa, fonte de inspiração do poeta, é um traço de permanência na literatura brasileira. Seguem-se abaixo trechos de poemas escritos por diferentes autores, em distintos períodos literários, sobre o sentimento que a musa inspiradora provoca no poeta. Aponte a única opção cuja imagem da mulher se distancia por completo da observada no poema de Vinicius de Moraes:


a) "Anjo no nome, Angélica na cara! / Isso é ser flor, e Anjo juntamente: / Ser Angélica flor, e Anjo florente, / Em quem, senão em vós, se uniformara " (Gregório de Matos).
b) "Ai Nise amada! se este meu tormento, / Se estes meus sentidíssimos gemidos / Lá no teu peito, lá nos teus ouvidos / Achar pudessem brando acolhimento" (Cláudio Manuel da Costa).
c) "Se uma lágrima as pálpebras me inunda, / Se um suspiro nos seios treme ainda / É pela virgem que sonhei... que nunca / Aos lábios me encostou a face linda!" (Álvares de Azevedo).
d) "A primeira vez que vi Teresa / Achei que ela tinha pernas estúpidas / Achei também que a cara parecia uma perna" (Manuel Bandeira).
e) "E à noite, ai! como em mal sofreado anseio, / Por ela, a ainda velada, a misteriosa / Mulher, que nem conheço, aflito chamo!" (Alberto de Oliveira).


Com relação ao poema de Vinicius de Moraes, podemos afirmar que:

a) o uso da antítese, presente no poema, constitui uma marca da tradição do barroco.
b) a referência a uma natureza bucólica acentua a valorização do pastoralismo neoclássico.
c) a utilização da rima e da métrica regular aproxima o poema da preocupação formal do parnasianismo.
d) o eu lírico busca uma visão mística e objetiva do sentimento amoroso, típica da estética simbolista.
e) a incorporação das conquistas modernistas da fase heroica acentua no texto o humor e a ironia.








Mensagem à Poesia

Não posso
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.

Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.

Vinicius de Moraes, Antologia Poética.



a) No trecho, o poeta expõe alguns dos motivos que o impedem de ir ao encontro da poesia. A partir da observação desses motivos, procure deduzir a concepção dessa poesia ao encontro da qual o poeta não poderá ir: como se define essa poesia? Quais suas características principais? Explique sucintamente.

b) Na "Advertência", que abre sua Antologia Poética, Vinicius de Moraes declarou haver "dois períodos distintos", ou duas fases, em sua obra. Considerando-se as características dominantes do trecho, a qual desses períodos ele pertence? Justifique sua resposta.



Questão 1

E o olhar estaria ansioso esperando
e a cabeça ao sabor da mágoa balançado
e o coração fugindo e o coração voltando
e os minutos passando e os minutos passando...

(Vinícius de Moraes, O olhar para trás)

  A figura de linguagem que predomina nestes versos é:
a) A metáfora, expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar.
b) A sinestesia, manifestada pela referência à  interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera.
c) O polissíndeto, caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e para conotar a
intensidade da crescente sensação de ansiedade contraditória do ato de esperar.
d) O pleonasmo, marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética aditiva e.
e) O paradoxo, expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio.
Questão 2
 Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinicius de Moraes)

Nos dois primeiros quartetos do soneto de Vinicius de Moraes, delineia-se a ideia de que o poeta
a) não acredita no amor como entrega total entre duas pessoas.
b) acredita que, mesmo amando muito uma pessoa, é possível apaixonar-se por outra e trocar de amor.
c) entende que somente a morte é capaz de findar com o amor de duas pessoas.
d) concebe o amor como um sentimento intenso a ser compartilhado, tanto na alegria quanto na tristeza.
e) vê, na angústia causada pela ideia da morte, o impedimento para as pessoas se entregarem ao amor.
Questão 3
 São características da obra poética de Vinicius de Moraes, exceto:
a) Sua obra é comumente dividida em duas fases: a primeira é transcendental, resultante de sua fé cristã. A segunda é marcada pelos movimentos de aproximação do mundo material.
b) Além de ter demonstrado interesse pela poesia sensual, Vinicius demonstrou também interesse pela poesia social.
c) Na década de 60, afastou-se da Literatura e passou a dedicar-se à música, tornando-se o mais conhecido e amado poeta brasileiro.
d) Sua obra poética foi influenciada pelo Simbolismo. Cultivou também uma poesia reflexiva, de fundo filosófico, abordando temas como a transitoriedade da vida.
e) A partir da década de 1940, sua linguagem ficou mais simples, e o verso livre passou a ser mais empregado, tornando a comunicação mais direta e dinâmica.
Questão 4
 Cronologicamente, na história da Literatura Brasileira, Vinicius de Moraes está associado
a) à terceira fase do Romantismo.
b) à primeira geração do Modernismo.
c) ao Simbolismo.
d) ao Concretismo.
e) à segunda geração do Modernismo.
Questão 5
São de autoria de Vinicius de Moraes os seguintes poemas:
a) A rosa de Hiroshima e Soneto de Fidelidade.
b) Congresso Internacional do Medo e Quadrilha.
c) Não há vagas e Traduzir-se.
d) Canção do dia de sempre e A rua dos cataventos.

Respostas
Resposta Questão 1
Alternativa “c”.
Resposta Questão 2
 Alternativa “d”. 
Resposta Questão 3
Alternativa “d”. As características descritas fazem referência à obra literária de Cecília Meireles.
Resposta Questão 4
Alternativa “e”. Vinicius de Moraes, ao lado de nomes como Cecília Meireles, Jorge de Lima e Murilo Mendes — considerados poetas espiritualistas —, está cronológica e tematicamente associado à segunda geração modernista da poesia brasileira.
 Resposta Questão 5
Alternativa “a”. Os demais poemas são, respectivamente, de autoria de Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar e Mario Quintana.



 Vinícius de Moraes, ao longo de sua trajetória de poeta, permitiu-se aderir a diferentes tendências estéticas, sejam anteriores ou contemporâneas à sua obra. NÃO apresentam os traços da estética indicada os versos transcritos em:
a) “E dentro das estruturas/ Via coisas, objetos/ Produtos, manufaturas./ Via tudo o que fazia/ O lucro do seu patrão/ E em cada coisa que via/ Misteriosamente havia/ A marca de sua mão.” PARNASIANISMO   
b) “O teu perfume, amada – em tuas cartas/ Renasce azul...– são tuas mãos sentidas!/ Relembro-as brancas, leves, fenecidas/ Pendendo ao longo de corolas fartas.” ROMANTISMO   
c) “Ah, jovens putas das tardes/ O que vos aconteceu/ (...) Em vossas jaulas acesas/ Mostrando o rubro das presas/ Falando coisas do amor/ E às vezes cantais uivando/ Como cadelas à lua/ Que em vossa rua sem nome/ Rola perdida no céu” NATURALISMO   
d) “– Era uma vez um poeta/ No morro do Cavalão/ Tantas fez que a dor-de-corno/ Bateu com ele no chão/ Arrastou ele nas pedras/ Espremeu seu coração/ Que pensa usted que saiu?/ Saiu cachaça e limão” MODERNISMO   
e) “Tensos/ Pela corda luminosa/ Que pende invisível/ E cujos nós são astros/ Queimando nas mãos/ Subamos à tona/ do grande mar de estrelas/ Onde dorme a noite/ Subamos” SIMBOLISMO 

Soneto de devoção
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
(Vinicius de Moraes)

Sobre o poema de Vinicius de Moraes é correto afirmar:
a) Predominância de elementos místicos e religiosos, características da primeira fase da poesia de Vinicius de Moraes.
b) Presença do erotismo, recriado a partir de uma forma clássica e de uma linguagem crua e direta.
c) Emprego de uma linguagem direta e quase didática para manifestar solidariedade às classes oprimidas e também à mulher.
d) Apresenta elementos que revelam grande preocupação com a condição humana e o desejo de superar, através da transcendência mística, as sensações de culpa do pecado do amor carnal.

Vinicius de Moraes está, temática e cronologicamente, vinculado ao
a) Parnasianismo.
b) Romantismo.
c) Modernismo.
d) Simbolismo.
e) Neossimbolismo.

COMPLEMENTO – 2ª FASE DO MODERNISMO.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A Canção Do Senhor Da Guerra Legião Urbana -

A Canção Do Senhor Da Guerra
Legião Urbana


Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a "vencer"...

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

O senhor da guerra
Não gosta de crianças...(6x)

ROMANTISMO - TEM COISA MAIS ROMÂNTICA?

 A Menina e o Passarinho
Nando Reis

Nosso amor começou certo dia no banco da praça
Eu a vi segurando um caderno, sentada com graça
Meu olhar encontrou seu olhar mirando um passarinho
Machucado, ferido, sangrando, fora do seu ninho
Ela levantou e se aproximou da pequenina ave
Que tentava em vão atingir o alto de sua árvore
Foi então que a vi derrubar um modesto lencinho
Que depressa apanhei e tentei lhe entregar com carinho

Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia

Percebi que o lencinho da moça estava molhado
E eram lágrimas que escorriam de seu rosto pálido
Condoído tentei lhe falar, mas minha voz não saía
Em minha vida inteira jamais moça tão linda eu vira
Estendi minha mão para o lenço à donzela entregar
Mas senti sua mão muito fria como se ela fosse desmaiar
Eu depressa peguei a mocinha e carreguei-a em meu colo
E sem querer esmaguei o bichinho que estava ferido no solo

Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia

Sem saber o que eu iria fazer continuei caminhando
A boneca em meus braços caída e eu apaixonando
Eis que então um garoto de mim se aproxima correndo
"Ela é minha irmã e está muito doente" ele foi logo dizendo
Me pediu que levasse a maninha em sua moradia
"Minha mãe já morreu, o meu pai se mandou, moramos com uma tia"
Logo chegamos e assim que adentrei à singela casinha
No sofá estendi com cuidado a minha doce princesinha

Mandei o garoto chamar de imediato o doutor da cidade
Enquanto a tia chorando agradecia a minha caridade
O doutor logo assim que adentrou sua testa franzia
E ao sair me cochichou "Ela só tem poucos dias"
Já era noite e eu tinha que deixar a formosa donzela
Da calçada ainda olhei a menina através da janela
No portão entreguei ao irmão o meu endereço
"Precisamos curar a menina seja qual for o preço"

Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia

Passei os dias indo visitar a minha flor mais doente
Meu coração cada vez que a via queimava mais que aguardente
Nem com remédio nem medicamento a menininha melhorava
Cada vez que a pequena me via de tanto chorar os seus olhos inchavam
Mas foi numa manhã que eu ia saindo que o irmão me trouxe a notícia
A menina já estava morrendo era pra eu ir com urgência
Cheguei correndo e a pobre ao me ver falou em seu último suspiro
"Nosso amor só está começando agora que eu me retiro"


romântico

Significado de Romântico

adj. Que se refere ou pertence ao romantismo: literatura romântica.
Que emociona como nos romances; diz-se daquilo que expressa poesia, cenas amorosas: filme romântico.
Figurado. Apaixonado; particular das cenas amorosas, poéticas.
P.ext. Pej. Sentimental; que, por ser muito sensível, se comove com facilidade.
Que possui comportamentos e ideias próprias de um romance.
Que incita comportamentos ou temas particulares aos românticos.
Que evoca o estado de alma e as emoções próprias dos românticos.
Diz-se de quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo de apaixonado, de nobre, de lírico, que o eleva acima do prosaico, do cotidiano.
s.m. Designação do gênero romântico, do gênero artístico e literário que busca a não dependência das normas tradicionais, estando a imaginação e a sensibilidade acima da razão; seguidor da escola romântica.
(Etm. do inglês: romantic)

Sinônimos de Romântico

Sinônimo de romântico: apaixonado, arrebatado, piegas, poético e sentimental

Antônimos de Romântico

Antônimo de romântico: realista, desiludido, desencantado e realista

Definição de Romântico

Classe gramatical: adjetivo e substantivo masculino
Separação das sílabas: ro-mân-ti-co
Plural: românticos
Por Você
Frejat


Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador

Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno

Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você... Por você
Por você... Por você

Por você conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho

Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você... Por você
Por você... Por você

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você.... Por você
Por você.... Por você

Por você.... Por você
Por você.... Por você

Pra Você Guardei o Amor
Nando Reis


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

terça-feira, 1 de setembro de 2015

“Chacrinha” – Clarice Lispector


De tanto falarem em Chacrinha, liguei a televisão para seu programa que me pareceu durar mais que uma hora.
E fiquei pasma. Dizem-me que esse programa é atualmente o mais popular. Mas como? O homem tem qualquer coisa de doido, e estou usando a palavra doido no seu verdadeiro sentido. O auditório também cheio. É um programa de calouros, pelo menos o que eu vi. Ocupa a chamada hora nobre da televisão. O homem se veste com roupas loucas, o calouro apresenta o seu número e, se não agrada, a buzina do Chacrinha funciona, despedindo-o. Além do mais, Chacrinha tem algo de sádico: sente-se o prazer que tem em usar a buzina. E suas gracinhas se repetem a todo o instante — falta-lhe imaginação ou ele é obcecado.
E os calouros? Como é deprimente. São de todas as idades. E em todas as idades vê-se a ânsia de aparecer, de se mostrar, de se tornar famoso, mesmo à custa do ridículo ou da humilhação. Vêm velhos até de setenta anos. Com exceções, os calouros são de origem humilde, têm ar de subnutridos. E o auditório aplaude. Há prêmios em dinheiro para os que acertarem através de cartas o número de buzinadas que Chacrinha dará; pelo menos foi assim no programa que vi. Será pela possibilidade da sorte de ganhar dinheiro, como em loteria, que o programa tem tal popularidade? Ou será por pobreza de espírito de nosso povo? Ou será que os telespectadores têm em si um pouco de sadismo que se compraz no sadismo de Chacrinha?
Não entendo. Nossa televisão, com exceções, é pobre, além de superlotada de anúncios. Mas Chacrinha foi demais. Simplesmente não entendi o fenômeno. E fiquei triste, decepcionada: eu quereria um povo mais exigente.”
Crônica publicada em 1967 pelo Jornal do Brasil.

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