Existe alguém Esperando por você Que vai comprar A sua juventude E convencê-lo a "vencer"...
Mais uma guerra sem razão Já são tantas as crianças Com armas na mão Mas explicam novamente Que a guerra gera empregos Aumenta a produção...
Uma guerra sempre avança A tecnologia Mesmo sendo guerra santa Quente, morna ou fria Prá que exportar comida? Se as armas dão mais lucros Na exportação...
Existe alguém Que está contando com você Prá lutar em seu lugar Já que nessa guerra Não é ele quem vai morrer...
E quando longe de casa Ferido e com frio O inimigo você espera Ele estará com outros velhos Inventando Novos jogos de guerra...
Que belíssimas cenas De destruição Não teremos mais problemas Com a superpopulação...
Veja que uniforme lindo Fizemos prá você Lembre-se sempre Que Deus está Do lado de quem vai vencer...
Existe alguém Que está contando com você Prá lutar em seu lugar Já que nessa guerra Não é ele quem vai morrer...
E quando longe de casa Ferido e com frio O inimigo você espera Ele estará com outros velhos Inventando Novos jogos de guerra...
Que belíssimas cenas De destruição Não teremos mais problemas Com a superpopulação...
Veja que uniforme lindo Fizemos prá você Lembre-se sempre Que Deus está Do lado de quem vai vencer...
Nosso amor começou certo dia no banco da praça
Eu a vi segurando um caderno, sentada com graça
Meu olhar encontrou seu olhar mirando um passarinho
Machucado, ferido, sangrando, fora do seu ninho
Ela levantou e se aproximou da pequenina ave
Que tentava em vão atingir o alto de sua árvore
Foi então que a vi derrubar um modesto lencinho
Que depressa apanhei e tentei lhe entregar com carinho
Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia
Percebi que o lencinho da moça estava molhado
E eram lágrimas que escorriam de seu rosto pálido
Condoído tentei lhe falar, mas minha voz não saía
Em minha vida inteira jamais moça tão linda eu vira
Estendi minha mão para o lenço à donzela entregar
Mas senti sua mão muito fria como se ela fosse desmaiar
Eu depressa peguei a mocinha e carreguei-a em meu colo
E sem querer esmaguei o bichinho que estava ferido no solo
Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia
Sem saber o que eu iria fazer continuei caminhando
A boneca em meus braços caída e eu apaixonando
Eis que então um garoto de mim se aproxima correndo
"Ela é minha irmã e está muito doente" ele foi logo dizendo
Me pediu que levasse a maninha em sua moradia
"Minha mãe já morreu, o meu pai se mandou, moramos com uma tia"
Logo chegamos e assim que adentrei à singela casinha
No sofá estendi com cuidado a minha doce princesinha
Mandei o garoto chamar de imediato o doutor da cidade
Enquanto a tia chorando agradecia a minha caridade
O doutor logo assim que adentrou sua testa franzia
E ao sair me cochichou "Ela só tem poucos dias"
Já era noite e eu tinha que deixar a formosa donzela
Da calçada ainda olhei a menina através da janela
No portão entreguei ao irmão o meu endereço
"Precisamos curar a menina seja qual for o preço"
Mas eu pensei que o amor só fosse alegria
Nunca imaginava que amando
Fosse infeliz algum dia
Passei os dias indo visitar a minha flor mais doente
Meu coração cada vez que a via queimava mais que aguardente
Nem com remédio nem medicamento a menininha melhorava
Cada vez que a pequena me via de tanto chorar os seus olhos inchavam
Mas foi numa manhã que eu ia saindo que o irmão me trouxe a notícia
A menina já estava morrendo era pra eu ir com urgência
Cheguei correndo e a pobre ao me ver falou em seu último suspiro
"Nosso amor só está começando agora que eu me retiro"
romântico
Significado de Romântico
adj. Que se refere ou pertence ao romantismo: literatura romântica.
Que emociona como nos romances; diz-se daquilo que expressa poesia, cenas amorosas: filme romântico.
Figurado. Apaixonado; particular das cenas amorosas, poéticas.
P.ext. Pej. Sentimental; que, por ser muito sensível, se comove com facilidade.
Que possui comportamentos e ideias próprias de um romance.
Que incita comportamentos ou temas particulares aos românticos.
Que evoca o estado de alma e as emoções próprias dos românticos.
Diz-se de quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo
de apaixonado, de nobre, de lírico, que o eleva acima do prosaico, do
cotidiano.
s.m. Designação do gênero romântico, do gênero artístico e
literário que busca a não dependência das normas tradicionais, estando a
imaginação e a sensibilidade acima da razão; seguidor da escola
romântica.
(Etm. do inglês: romantic)
Classe gramatical: adjetivo e substantivo masculino
Separação das sílabas: ro-mân-ti-co
Plural: românticos
Por Você
Frejat
Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você... Por você
Por você... Por você
Por você conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você... Por você
Por você... Por você
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você.... Por você
Por você.... Por você
Por você.... Por você
Por você.... Por você
Pra Você Guardei o Amor Nando Reis
Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Pra você guardei o amor Que sempre quis mostrar O amor que vive em mim vem visitar Sorrir, vem colorir solar Vem esquentar E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar
Guardei Sem ter porquê Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você Explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor Que aprendi vendo os meus pais O amor que tive e recebi E hoje posso dar livre e feliz Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris Risca ao levitar
Vou nascer de novo Lápis, edifício, tevere, ponte Desenhar no seu quadril Meus lábios beijam signos feito sinos Trilho a infância, terço o berço Do seu lar
Guardei Sem ter porquê Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você Explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar
Guardei Sem ter porquê Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você Explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
De tanto falarem em Chacrinha, liguei a televisão para seu programa que me pareceu durar mais que uma hora.
E fiquei pasma.
Dizem-me que esse programa é atualmente o mais popular. Mas como? O
homem tem qualquer coisa de doido, e estou usando a palavra doido no seu
verdadeiro sentido. O auditório também cheio. É um programa de
calouros, pelo menos o que eu vi. Ocupa a chamada hora nobre da
televisão. O homem se veste com roupas loucas, o calouro apresenta o seu
número e, se não agrada, a buzina do Chacrinha funciona, despedindo-o.
Além do mais, Chacrinha tem algo de sádico: sente-se o prazer que tem em
usar a buzina. E suas gracinhas se repetem a todo o instante —
falta-lhe imaginação ou ele é obcecado.
E os calouros? Como é
deprimente. São de todas as idades. E em todas as idades vê-se a ânsia
de aparecer, de se mostrar, de se tornar famoso, mesmo à custa do
ridículo ou da humilhação. Vêm velhos até de setenta anos. Com exceções,
os calouros são de origem humilde, têm ar de subnutridos. E o auditório
aplaude. Há prêmios em dinheiro para os que acertarem através de cartas
o número de buzinadas que Chacrinha dará; pelo menos foi assim no
programa que vi. Será pela possibilidade da sorte de ganhar dinheiro,
como em loteria, que o programa tem tal popularidade? Ou será por
pobreza de espírito de nosso povo? Ou será que os telespectadores têm em
si um pouco de sadismo que se compraz no sadismo de Chacrinha?
Não entendo. Nossa
televisão, com exceções, é pobre, além de superlotada de anúncios. Mas
Chacrinha foi demais. Simplesmente não entendi o fenômeno. E fiquei
triste, decepcionada: eu quereria um povo mais exigente.”
Meus pais me deram a vida então Pra ser livre e poder me expressar Nós com os punhos de cidadão Com direitos de não aceitar A guerra nuclear, sorrisos nunca mais Nossos filhos correm o risco de ver O início, a criação, de um mundo bem melhor De homens que pensam nos homens Não só no poder Cadê o gênio da invenção Que sumiu e a semente ficou Não depender de uma decisão Um botão e sonho acabou Hiroshima flor, mais uma vez não Nuvens, tempestades de radiação Onde estão vocês, me digam por favor Homens que só pensem nos homens, na vida e no amor Ambição demais Aos loucos satisfaz Todo esse cenário terrível de ver E que venha a paz Abaixo os ideais De homens que não sabem que pode ser tarde demais Wedn'sday morning at five o'clock as the day begins
Filho do dentista Ephim Mindlin e de Fanny Mindlin, judeus nascidos em Odessa, José começou a trabalhar aos 15 anos de idade como repórter no jornal O Estado de S. Paulo, o que, segundo ele, foi uma experiência muito importante para a sua formação1 . Posteriormente, José formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e advogou ainda por alguns anos até fundar a empresa Metal Leve, que mais tarde se tornou uma potência nacional no setor de peças para automóveis. José deixou a empresa em 1996. Posteriormente, entre outras atividades, presidiu a Sociedade de Cultura Artística.
De acordo com o jornalista Hélio Contreiras, pelo menos dois empresários se recusaram a colaborar na produção da estrutura repressiva da Operação Bandeirante, constituindo exceções: José Mindlin e Antônio Ermírio de Moraes.2 . O documentário Cidadão Boilesen entrevista Mindlin e o mesmo descreve como se deram os fatos.
Em 20 de junho de 2006, José foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira número 29, sucedendo a Josué Montello. Após saber da vitória na eleição, o renomado escritor declarou: "De certa forma, corôa uma vida dedicada aos livros"3 . No mesmo ano, decidiu doar todas as obras brasileiras da vasta coleção pessoal à Universidade de São Paulo (USP)4 . A partir de então, a biblioteca passou a ser chamada "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin". O prédio da biblioteca, situado no campus da USP, ficou pronto em 23 de março de 2013 e é aberto ao público para visitação gratuita desde 25 de março de 2013567 .
Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita [esposa já
falecida de Mindlin] éramos os guardiães destes livros que são um bem
público.
A Pergunta (do "O Tropeiro Gonsalin") Elomar Figueira Melo exibições 3.889
Ô Quilimero Assusta meu irirmão Iantes mêrmo que nóis dois saudemo Eu te pregunto naquele refrão Qui na fartura nóis sempre cantemo Na catinga tá chuveno Ribeirão istão incheno Me arresponda mei irirmão Cuma o povo de lá tão Só a terra que você dexo Quinda tá lá num ritirou-se não Os povo as gente os bicho as coisa tudo Uns ritirou-se in pirigrinação Os òtro os mais velho mais cabiçudo Voltaro pru qui era pru pó do chão Adispois de cumê tudo Cumêr' precata surrão Cumêr' coro de rabudo Cumêr' cururu rodão E as cacimba do ri gavião Já deu mais de duas cova d' um cristão Inté aquela a da cara fêa Se veno só dexô a terra alêa Foi nas pidrinha cova de serêa Vê sua madrinha E vei de mão c'ua vea Na cantiga morreu tudo Qui nem preciso caxão Meu cumpadre João Barbudo Num cumpriu obrigação Vai prá mais de duas lua Que meu pai mandô eu no Nazaré Buscá u'a quarta de farinha Eu e o irmão Zé Bento vinha andano a pé Mãe lua magrinha qui está no céu Será qui cuano eu cheguo in minha terra Ainda vou encontrar o que é meu Será que Deus do céu, aqui na terra De nosso povo intonce se isqueceu Na catinga morreu tudo Qui nem percisô caxão Meu cumpadre João Barbudo Num cumpriu a obrigação Udo aõ udo aõ