Eu só consigo ter saudades do futuro Bago maduro, planta de frutos claros Trago nos lábios calos de tantas palavras Sou das lavouras que lavra Pras sementes do amor
Trago uma dor e trago tanta alegria Que a noite claresse em dia Solarado de calor Vem sorte vem Vem alongar meu passo Sigo meu traço Eis meu tesouro fino Do meu destino eu vou desatar os nós Todos das fontes à foz E vou desposar a vida Minha medida é uma aliança encantada Semeando a madrugada As sementes proferidas
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Eu só consigo ter saudades do futuro Bago maduro, planta de frutos claros Trago nos lábios calos de tantas palavras Sou das lavouras que lavra Pras sementes do amor
Trago uma dor e trago tanta alegria Que a noite claresse em dia Solarado de calor Vem sorte vem Vem alongar meu passo Sigo meu traço Eis meu tesouro fino Do meu destino eu vou desatar os nós Todos das fontes à foz E vou desposar a vida Minha medida é uma aliança encantada Semeando a madrugada As sementes proferidas
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Tropecei, quedei, cai Cai mas me levantei Errei mas reconheci E por vezes acertei
Maria Celeste Bsp2.A
obra romanesca de José de Alencar introduziu na literatura brasileira
quatro tipos de romances: indianista, histórico, urbano e regional.
Desses quatro tipos, os que tiveram sua vida prolongada, de forma mais
clara e intensa, até o Modernismo, ainda que modificados, foram:
Maria Celeste BspTradicionalmente,
a poesia do Romantismo brasileiro é dividida em três diferentes
gerações. Sobre elas, estão corretas as seguintes proposições:
Maria Celeste Bsp5.O
Romantismo brasileiro encontrou no índio a sua mais autêntica expressão
de nacionalidade. Sobre essa fase do Romantismo, é correto afirmar:
Maria Celeste Bsp7.Os
textos CANÇÃO DO EXÍLIO e o de O. ANDRADE (MODERNISTA), escritos em
contextos históricos e culturais diversos, enfocam o mesmo motivo
poético: a paisagem brasileira entrevista a distância. Analisando-os,
conclui-se que:
Maria Celeste Bsp10.
O Romantismo, graças à ideologia dominante e a um complexo conteúdo
artístico, social e político, caracteriza-se como uma época propícia ao
aparecimento de naturezas humanas marcadas por
O Sr. Rio e o Sr. Mar, que todo dia se encontravam, ficavam ali, naquele chove-não-molha, contando vantagem um para o outro.
— Sabe, Mar - dizia o Rio — hoje eu passeei tanto, mas tanto, que estou
até cansado! Vi uma porção de coisas lindas no caminho. Árvores
sacudindo ao vento, crianças brincando e rindo, homens pescando bem
sossegados... — Que bom para você! — respondia o Mar. — Pois eu
fiquei aqui mesmo, no meu lugar, sem passear. Fiquei brincando de
vai-e-vem, de cambalhota, de molhar a areia... De agitar e de acalmar.
— Mas, puxa! — disse o Rio. — Será que você não se cansa de ficar a
vida inteira aí parado, sem poder se mandar pra nenhum lado? — Eu,
não. — respondeu o Marzão. — Sou tão grande, tão enorme, que não posso
me mexer. Mas eu nem ia querer. Conheço o mundo todo, mais lugares que
você. O Rio, mesmo assim, continuou: — Prefiro mil vezes ser
pequeno e andar por aí, rasgando o mapa. Ninguém me segura no lugar. Só
mesmo os homens com aquelas barreiras, podem me represar. — Pois é... — aproveitou o Mar. — quero ver homem pra me segurar... Com essa, o Rio se calou, apressado para seguir seu caminho. Já indo embora, ele gritou: — É, Marzão, você até que tem razão. Cada um com o seu jeito... não é, não? E o que importa é viver bem, com a vida que se tem! Postado por Evelyn em 19.8.07
O conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres, de
fantasia ou acontecimentos. Como todos os textos de ficção, o conto
apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena
extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma
estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num
romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto.
TIPO DE NARRADOR DO TEXTO O RIO E O MAR.
O
narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem
participar das ações. Ele conhece todos os fatos e, por não participar
deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens
com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das
ações vivenciadas.
O
Carnaval acabou. A fantasia rasgou, a poeira baixou, o folião sossegou.
A rua, que até ontem estava tomada por palhaços, ciganas, piratas e
Madonnas, hoje se inunda da nada poética poeira que os encanamentos
vomitam por aí. As casas, que até ontem eram cerveja e papo toda a
madrugada e sono e sexo toda a tarde, hoje são despertadores que, sem
gentileza, cospem seus moradores das camas. O ócio, que até ontem era
lei, hoje é crime. Vai trabalhar, vagabundo.
E a gente vai. Com
medo, mas vai. Afinal, quem é que vai amparar o arlequim que mora
dentro de nós? Quem é que vai enxugar as lágrimas do nosso pierrot? Quem
é que vai contar pra nossa colombina que ela é livre pra dançar? Sem o
Carnaval, a gente volta para a insuportável sina de ser quem o mundo
quer que a gente seja. Um bom homem de negócios. Uma boa engenheira. Um
jornalista dedicado. Uma advogada exemplar.
Alguém cheio. De compromissos, de problemas, de tristezas. Que
geralmente são mascarados aos finais de semana. Uma cervejinha aqui, uma
baladinha ali: bocas raivosas trocando saliva. Um bom rodízio, um bom
restaurante: bocas raivosas mastigando pedaços de carne. E por uns
minutos, a gente chega a achar que está tudo bem. Afinal, a gente tem um
bom emprego. Uma boa casa, com um bom cachorro e bons filhinhos para
pentear antes de irem para a escola. Uma boa família, com uma mãe que
lava, passa e cozinha, enquanto o pai se senta no trono de um
apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes – e a Itaipava na
mão –, esperando a morte chegar.
Mas surpreendentemente, quando o
domingo anoitece e a impiedosa abertura do Fantástico ressoa pelas TVs
país afora, a gente percebe que não está tudo bem. O coração aperta. A
gente prefere que chegue o juízo final à manhã de segunda-feira. Porque,
no fundo, a gente sabe que a felicidade é uma doutora com agenda
disponível apenas entre as 18h de sexta e as 23h de domingo. A gente
sabe que os próximos cinco dias vão ser infernais – pelo menos das 9h às
18h. E a gente sabe que só vai voltar a ficar tudo bem, bem mesmo, na
próxima sexta, depois das 18h.
Ou nas próximas férias. Ou
feriado. Ou Carnaval. Quando todo mundo sorri. Quando todo mundo ama.
Quando quem é de Netflix fica na frente da TV o dia inteiro e quem é de
bloquinho pula na rua o dia inteiro. Quando a gente é livre pra ser o
que a gente quiser. Sem julgamento de pai ou mãe. Sem doutrinação
religiosa. Sem imposição de mercado.
Que a vida não é um infinito
mar de rosas a gente já sabe. E diante da impossibilidade de nadar
diariamente entre pétalas, há só uma coisa que eu te desejo: que a sua
vida seja um eterno Carnaval.
CRÔNICA
- Na literatura e no jornalismo, uma crónica (português europeu) ou
crônica (português brasileiro) é uma narração curta, produzida
essencialmente para ser veiculada na imprensa, seja nas páginas de uma
revista, seja nas páginas de um jornal ou mesmo
na rádio. Possui assim uma finalidade utilitária e pré-determinada:
agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma
localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas,
uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.
Nesta obra, o menino Fernando, que vem a ser o próprio autor, vive todas
as fantasias de sua infância por meio de uma deliciosa viagem ao
passado de um dos melhores escritores brasileiros. Sabino conta suas
memórias, intercalando fatos reais e imaginários, histórias mirabolantes
de um menino mineiro que cresceu na Belo Horizonte de 1920. Emocionante
e engraçado, o livro é um clássico que acompanha gerações.