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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A poesia está guardada nas palavras

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

Manoel de Barros, In Tratado geral das grandezas do ínfimo,
Ed. Record, 2001

Acalanto Elomar Figueira Melo





Certa vez ouvi contar
Que muito longe daqui
Bem pra lá do são francisco, ainda pra lá...
Em um castelo encantado,
Morava um triste rei
E uma linda princezinha,
Sempre a sonhar...

Ela sempre demorava
Na janela do castelo
Todo dia à tardezinha, a sonhar...
Bem pra lá do seu castelo,
Muito além, ainda mais belo,
Havia outro reinado,
De um outro rei.

Certo dia a princesinha,
Que vivia a sonhar
Saiu andando sozinha,
Ao luar...

E o castelo encantado
Foi ficando inda prá lá
Caminhando e caminhando,
Sem encontrar.

Contam que essa princezinha
Não parou de caminhar,
E o rei endoideceu,
E na janela do castelo morreu,
Vendo coisas ao luar.

Vila do Sossego Zé Ramalho





Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam
Em seus papiros Papillon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
Que normalmente, comumente, fatalmente, felizmente
Displicentemente o nervo se contrai
Oh, com precisão

Nos aviões que vomitavam pára-quedas
Nas casamatas, casas vivas, caso morras
E nos delírios meus grilos temer
O casamento, o rompimento, o sacramento, o documento
Como um passatempo quero mais te ver
Oh, com aflição

Meu treponema não é pálido nem viscoso
Os meus gametas se agrupam no meu som
E as querubinas meninas rever
Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço
Chame o Padre "Ciço" para me benzer
Oh, com devoção

REAL LIFE

Vida Real - RPM

Se você pudesse me dizer
Se você soubesse o que fazer
O que você faria
Aonde iria chegar?

Se você soubesse quem você é
Até onde vai a sua fé
O que você faria?
Pagaria pra ver

Se pudesse eu te levaria
Até onde você quer chegar
Brilho das estrelas
O primeiro lugar

O mundo é perigoso
E cheio de armadilhas
De mistério e gozo
Verdades e mentiras

Viver é quase um jogo
Um mergulho no infinito
Se souber brincar com fogo
Não há nada mais bonito

Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal, ser ou não ser?
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer

domingo, 9 de outubro de 2016

Baião de Rua

Baião de Rua


Olho de menino da cidade
Não demora sabe vadiar
Carro, geladeira, liberdade
Tudo chora pelo seu olhar

É um menino nu
Que brotou do chão
Perto do sinal
Perdeu a luz, pedindo pão

Quando a lua branca
Vai subindo aos pedaços sobre a construção
Eu fico sonhando em teus braços
E adormeço na televisão

Fica tudo azul
Quando a noite cai
Onde a vida vai
Até nascer o sol

Somos um, somos dois, somos três
No asfalto, somos quatro
Contra cinco
Somos sete, canivetes

Um biscoito pra nós oito
E um bilhão pro barão
Ô baião
do Brasil baião

Um anum, dois arroz
Três pedrez, pau no gato
Pé de pato, pé de pinto
Um pivete e sua gilete

Não tem bola, quero cola
Ô baião
do Brasil baião
Sabiá já voou, sumiu

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CASO DE POLISSEMIA

Regime político, na ciência política, é o nome que se dá ao conjunto de instituições políticas por meio das quais um estado se organiza de maneira a exercer o seu poder sobre a sociedade. Cabe notar que esta definição é válida mesmo que o governo seja considerado ilegítimo.
Tais instituições políticas têm por objectivo regular a disputa pelo poder político e o seu respectivo exercício, inclusive o relacionamento entre aqueles que detêm o poder político (autoridade) e os demais membros da sociedade (administrados).
O regime político adotado por um Estado não deve ser confundido com a sua forma de Estado (Estado unitário ou federal) ou com o seu sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo, dentre outros).
Outra medida de cautela a ser observada ao estudar-se o assunto é ter presente o fato de que é complicado categorizar as formas de governo. Cada sociedade é única em muitos aspectos e funciona segundo estruturas de poder e sociais específicas. Assim, alguns estudiosos afirmam que existem tantas formas de governo quanto há sociedades.

Regimes políticos antigos

Regimes políticos contemporâneos

São, em geral, classificados em:[carece de fontes]

Democracia

Os regimes políticos democráticos se caracterizam por eleições livres, liberdade de imprensa, respeito aos direitos civis constitucionais, garantias para a oposição e liberdade de organização e expressão do pensamento político.

Autoritarismo

Os regimes políticos autoritários, como os que existiram na América Latina nos anos 1960/1970, operavam através da suspensão das garantias individuais e das garantias políticas. No regime político autoritário as normas constitucionais são manipuladas ou reeditadas conforme os interesses do grupo ou partido que detêm o poder.

Totalitarismo

Os regimes políticos totalitaristas diferem fundamentalmente dos dois regimes citados. No totalitarismo, o regime político está concentrado em uma pessoa que representa a figura de um “Führer” (comandante supremo). Nos regimes políticos totalitários não há nenhuma instituição política que possa representar qualquer vestígio de democracia. Tais regimes ocorreram entre os anos 1920/1945 na forma de fascismo na Itália e Espanha, nazismo na Alemanha e estalinismo na União Soviética.

 POLISSEMIA
regime
substantivo masculino
  1. 1.
    ação ou maneira de reger, de governar.
  2. 2.
    conjunto de regras ou de disposições legais; regimento.
    "r. jurídico"
     
     

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

AVALIAÇÃO SOBRE O LIVRO O AUTO DA COMPADECIDA



AVALIAÇÃO
1 – Sobre a peça “Auto da Compadecida” assinale a alternativa correta:
a – Escrita em 1955, o autor inicia a peça com a figura de um palhaço que apresenta ao público / leitor o conteúdo que será abordado ao longo do texto.
b – Escrita em 1955, o autor inicia a peça com a cena em que Chicó e João Grilo anunciam a exibição de um filme sobre a “Paixão de Cristo”.
c – Escrita em 1955, a peça inicia com a história da morte da cachorra cujos donos são o Padeiro e sua Mulher.
d – Escrita em 1955, a peça tem seu desfecho com o casamento de Chicó e Rosinha que terminam pobres, mas felizes por estarem juntos.
e – Escrita em 1955, o autor coloca em destaque, dentre outros temas, o cangaço através da figura do cangaceiro Lampião.

2 – As seguintes personagens são da peça teatral “Auto da Compadecida”, exceto:
a – João Grilo
b – O Sacristão
c – O Encourado
d – Major Antônio Moraes
e – Pedro Quaresma

3 – Indique a opção que apresenta a principal semelhança entre as obras “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente.
a – Ambas são peças teatrais de caráter popular que colocam em discussão, por meio de “autos”, o comportamento falso moralista de uma sociedade.
b – Ambas são peças teatrais típicas do Renascentismo e apresentam a revalorização do Classicismo.
c – A primeira é uma obra Modernista, a segunda é uma obra Trovadoresca.
d – As personagens não são caricaturais nem representam funções sociais.
e – Ambas são peças de caráter popular que que colocam em discussão, por meio de “autos”, a construção do homem Trovadoresco.

4 – Indique a alternativa correta quanto à definição de “Auto”:
a – Peça de teatro breve, de conteúdo religioso e escrita em verso, surgida na Idade Média.
b – Peça de teatro que apresenta conteúdo cômico e que se pauta na ridicularização dos costumes.
c – Peça de teatro de conteúdo dramático que apresenta acontecimentos trágicos.
d – Peça de teatro de conteúdo tragicômico surgida no auge do Trovadorismo.
e – Peça de teatro surgida na Era Medieval que apresenta temática Moderna.

Sobre a obra “Auto da Compadecida” responda V para Verdadeiro e F para Falso:
5 – A primeira personagem que fala na peça é João Grilo que, logo de início, prenuncia o que será abordado pelo autor. (   )
6 – São representantes caricaturais do falso moralismo e apego material do clero o Padre, o Sacristão e o Bispo. (   )
7 – Quando a mulher do Padeiro é julgada, o marido, que era o mais ofendido pelos atos que ela praticava, a perdoou. (   )
8 – O trecho: “João foi pobre como nós [...]. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa” refere-se ao momento do julgamento. (   )
9 – Um dos temas principais da obra está representada no trecho: “É verdade, o cachorro morreu. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre!” (p. 42) (   )
10 – A única personagem que obtém salvação sem precisar passar pelo purgatório é o Cangaceiro. (   )

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