1) Que está totalmente dentro de algo. 2) Que não passa de certos limites 3) Que faz parte ou consta de um grupo 4) Pessoa reservada 5) Abrangido 6) Refreado 7) Reprimido
1) Esta caixa contem 1 litro de leite longa vida. 2) O avanço da fronteira agrícola foi contido pelo rio Madeira 3) A espécie dos escorpiões contém diversos tipos. 4) Genaro é uma raridade: Ele é um italiano contido. 5) Com a subida da maré, a árvore também ficou contida no mar. 6) A ânsia arrecadadora do fisco foi contida pelo STF. 7) A passeata foi contida a custo de muito gás e cassetete.
Denotação e conotação servem para
expressar o sentido pretendido pelo interlocutor. Assim, a denotação remete
para o sentido literal, enquanto a conotação, bastante usada a nível poético,
remete para o sentido figurado e para a criação de novos significados.A linguagem figurada
consiste em uma ferramenta ou modalidade de comunicação, que
utiliza figuras de
linguagem para
expressar um sentido não literal de um determinado enunciado. Relacionada com a
semântica, a linguagem figurada é o oposto da linguagem literal, que utiliza as
palavras no seu verdadeiro significado. ENTÃO podemos dizer que, as 00são certos recursos que
o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem. A
importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal
conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários,
deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das
palavras e dos textos.As
figuras de linguagem podem ser: de palavra, de
construção, de pensamento e de som.
Exemplos de linguagem figurada: "Ele está se afogando nas suas
preocupações." Esta frase deve ser interpretada no seu sentido
figurado, porque não é fisicamente possível uma pessoa se afogar com uma
preocupação. Neste caso, a frase significa que as preocupações do indivíduo
estão limitando e prejudicando. - "Quando o Francisco chegou lá, ele
deu com a cara no portão". Esta frase pode ser interpretada de duas
formas: no sentido literal ou no sentido figurado. O sentido literal indica que
o Francisco chegou no determinado local e bateu literalmente com a cara no
portão. O sentido figurado não implica um choque físico, mas indica que quando
o Francisco chegou lá, o portão estava fechado e ele não conseguiu entrar.O 01 consiste no uso de ideias contrárias ou contraditórias
que acabam gerando uma falta de lógica ou expressão sem sentido. A02 consiste na exposição de
palavras contrárias. Estas duas figuras de linguagem são frequentemente
confundidas. A 03 é a figura
de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não
descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver
outra palavra apropriada. A 04 consiste na fusão de
impressões sensoriais diferentes. A 05,
como o próprio nome diz, é uma comparação feita entre dois termos com o uso de
um conectivo, geralmente o COMO. A 06
é a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação
de semelhança entre os elementos que esses termos designam. Essa semelhança é
resultado da imaginação, da subjetividade de quem a cria. O 07 ou Cacofemismo é uma figura
de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos
ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas (essas expressões são
frequentemente usadas para criar situações de humor) para fazer referência a um
determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao 08, que é o uso de palavra, locução ou acepção mais
agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso conotador de
outra palavra, locução ou acepção menos agradável, mais grosseira ou violenta.
A 09é o uso de uma expressão
intencionalmente exagerada com o intuito de realçar uma ideia.. 10 é a figura de linguagem que
consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a
possibilidade de associação entre eles. A 11
ou 12 é uma figura de estilo
que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos
ou ações próprias dos seres humanos. A 13
consiste em apresentar um termo em sentido oposto, ou seja, consiste em dizer
o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo
de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em ressaltar
algum aspecto passível de crítica. A 14
consiste na busca dareprodução
ou imitação dos sons.A15
é uma figura de linguagem
que consiste em repetir sons consonantais idênticos ou semelhantes no início de
palavras de uma frase ou de versos de uma poesia para criar sonoridade. A 16 é um recurso sonoro
que consiste em repetir sons de vogais em um verso ou em uma frase, especialmente as sílabas tônicas.
A 17 é uma figura de linguagem, relacionada com a enumeração, onde são expostas determinadas
ideias de forma crescente (em direção a um clímax)
ou decrescente (anticlímax).
- AGORA TEMOS ALGUNS EXEMPLOS DO USO DA LINGUAGEM FIGURADA ABAIXO. ANALISE E
CLASSIFIQUE CADA UMA DESSAS FIGURAS DE LINGUAGEM EMPREGADAS:
18 Dei um passo, apressei-me, corri.
19 Ó não guardes, que a madura idade
te converta essa flor, essa beleza, em
terra, em cinzas, em pó, em sombra.
20 Nada com Deus é tudo. Tudo sem
Deus é nada.
21 Quebrei sem querer o pescoço da
garrafa.
22 O Amor queima como o fogo.
23 Minha boca é um túmulo
24 Essa rua é um verdadeiro deserto
25 Há 5 anos Raimundo abotoou o
paletó de madeira
26 Devolva o Neruda que você me tomou
e nunca leu.
27 Se você gritar mais alto, eu agradeço,
moleque!
De onde é que esse coco vem
Todo coco tem azeite
Mas esse não tem (Bis)
O braço do mar não tem cotovelo
O caranguejo anda mas não é pra frente / Revólver tem cano mas não é torneira /
Cachaça não dá rasteira
mas derruba gente / O prego tem cabeça mas não tem juízo / O cabo da vassoura
não prende ninguém / A mão de pilão nunca bateu palmas / Agulha costura
e só anda nua / Na estrada que vai pra lua não se vê poeira / O trombonista
toca com a boca fechada / O sino toca com a boca aberta / Quem roubar ladrão eu
jamais acuso / Mulher não é parafuso
Mas a gente aperta.
A
literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e
divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também
são utilizados desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois,
em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em
pequenas lojas de mercados populares, ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil
A
literatura de cordel chegou ao Brasil, no século XVIII, através dos
portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias
de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na
região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas
estendidas em feiras populares.
De
custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos
próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco,
Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço
baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos
da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos
retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas,
milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, morte de
personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças, com a presença do público.
Um
dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi
Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito
mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves
Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves
da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa,
Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da
Catingueira.
Vários
escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel.
Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José
Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Variação linguística de uma língua é o modo pelo qual ela se usa, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sociocultural
no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. É o
conjunto das diferenças de realização linguística falada pelos locutores
de uma mesma língua. Tais diferenças decorrem do fato de um sistema
linguístico não ser unitário, mas comportar vários eixos de
diferenciação: estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário. A variação e a mudança podem ocorrer em algum ou em vários dos subsistemas constitutivos de uma língua (fonético, morfológico, fonológico, sintático, léxico e semântico). O conjunto dessas mudanças constitui a evolução dessa língua.1
A variação é também descrita como um fenômeno pelo qual, na prática corrente de um dado grupo social,
em uma época e em certo lugar, uma língua nunca é idêntica ao que ela é
em outra época e outro lugar, na prática de outro grupo social. O termo
variação pode também ser usado como sinônimo de variante.2
Existem diversos fatores de variação possíveis - associados a aspectos
geográficos e sociolinguísticos, à evolução linguística e ao registro linguístico.
Variedade ou variante linguística se define pela forma pela qual
determinada comunidade de falantes, vinculados por relações sociais ou
geográficas, usa as formas linguísticas de uma língua natural. É um conceito mais forte do que estilo de prosa ou estilo de linguagem.
Refere-se a cada uma das modalidades em que uma língua se diversifica,
em virtude das possibilidades de variação dos elementos do seu sistema (vocabulário, pronúncia, sintaxe)
ligadas a fatores sociais ou culturais (escolaridade, profissão, sexo,
idade, grupo social etc.) e geográficos (tais como o português do
Brasil, o português de Portugal, os falares regionais etc.). A língua padrão e a linguagem popular também são variedades sociais ou culturais. Um dialeto é uma variedade geográfica.3 Variações de léxico, como ocorre na gíria e no calão, podem ser consideradas como variedades mas também como registros ou, ainda, como estilos - a depender da definição adotada em cada caso. Os idiotismos são às vezes considerados como formas de estilo, por se limitarem a variações de léxico.
Utiliza-se o termo 'variedade' como uma forma neutra de se referir a
diferenças linguísticas entre os falantes de um mesmo idioma. Evita-se
assim ambiguidade de termos como língua (geralmente associado à norma padrão) ou dialeto
(associado a variedades não padronizadas, consideradas de menor
prestígio ou menos corretas do que a norma padrão). O termo "leto"
também é usado quando há dificuldade em decidir se duas variedades devem
ser consideradas como uma mesma língua ou como línguas ou dialetos
diferentes. Alguns sociolinguistas usam o termo leto no sentido
de variedade linguística - sem especificar o tipo de variedade. As
variedades apresentam não apenas diferenças de vocabulário mas também
diferenças de gramática, fonologia e prosódia.
Nenhuma língua permanece a mesma em todo o
seu domínio e, ainda num só local, apresenta um sem-número de
diferenciações.[...] Mas essas variedades de ordem geográfica, de ordem
social e até individual, pois cada um procura utilizar o sistema
idiomático da forma que melhor lhe exprime o gosto e o pensamento, não
prejudicam a unidade superior da língua, nem a consciência que têm os
que a falam diversamente de se servirem de um mesmo instrumento de
comunicação, de manifestação e de emoção.
A sociolinguística
procura estabelecer as fronteiras entre os diferentes falares de uma
língua. O pesquisador verifica se os falantes apresentam diferenças nos
seus modos de falar de acordo com o lugar em que estão (variação diatópica), com a situação de fala ou registro (variação diafásica) ou de acordo com o nível socioeconômico do falante (variação diastrática).
Variedades geográficas: dizem respeito à variação diatópica e são variantes devidas à distância geográfica que separa os falantes.5 Assim, por exemplo, a mistura de cimento, água e areia, se chama betão em Portugal; no Brasil, se chama concreto.
As mudanças de tipo geográfico se chamam dialetos (ou mais propriamente geoletos), e o seu estudo é a dialetologia.
Embora o termo 'dialeto' não tenha nenhum sentido negativo, acontece
que, erroneamente, tem sido comum chamar dialeto a línguas que
supostamente são "simples" ou "primitivas". Dialeto é uma forma
particular, adotada por uma comunidade, na fala de uma língua. Nesse
sentido, pode-se falar de inglês britânico, inglês australiano, etc. É
preciso também ter presente que os dialetos não apresentam limites
geográficos precisos - ao contrário, são borrados e graduais - daí se
considerar que os dialetos que constituem uma língua formam um continuum
sem limites precisos. Diz-se que uma língua é um conjunto de dialetos
cujos falantes podem se entender. Embora isto possa ser aproximadamente
válido para o português, não parece valer para o alemão, pois há
dialetos desta língua que são ininteligíveis entre si. Por outro lado, fala-se de línguas escandinavas, quando, na realidade, um falante sueco e um dinamarquês podem se entender usando cada um a sua própria língua.
Variedades históricas : relacionadas com a mudança linguística,
essas variedades aparecem quando se comparam textos em uma mesma língua
escritos em diferentes épocas e se verificam diferenças sistemáticas na
gramática, no léxico e às vezes na ortografia (frequentemente como reflexo de mudanças fonéticas).
Tais diferenças serão maiores quanto maior for o tempo que separa os
textos. Cada um dos estágios da língua, mais ou menos homogêneos
circunscritos a uma certa época é chamado variedade diacrônica. Por
exemplo, na língua portuguesa pode-se distinguir claramente o português
moderno (que, por sua vez, apresenta diversidades geográficas e sociais)
e o português arcaico.
Variedades sociais : compreendem todas as modificações da
linguagem produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o falante. Neste
âmbito, interessa sobretudo o estudo dos socioletos, os quais se devem a fatores como classe social, educação, profissão, idade, procedência étnica,
etc. Em certos países onde existe uma hierarquia social muito clara, o
socioleto da pessoa define a qual classe social ela pertence. Isso pode
significar uma barreira para a inclusão social.
Variedades situacionais : incluem as modificações na
linguagem decorrentes do grau de formalidade da situação ou das
circunstâncias em que se encontra o falante. Esse grau de formalidade
afeta o grau de observância das regras, normas e costumes na comunicação
linguística.
Os três tipos de variações linguísticas são:
Variações diafásicas
Representam as variações que se estabelecem em função do contexto
comunicativo, ou seja, a ocasião é que determina a maneira como nos
dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal ou informal.
Variações diatópicas
São as variações ocorridas em razão das diferenças regionais, como,
por exemplo, a palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas
(relacionadas ao significado) em algumas regiões que se divergem umas
das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
Variações diastráticas
São aquelas variações que ocorrem em virtude da convivência entre
os grupos sociais. Como exemplo podemos citar a linguagem dos advogados,
dos surfistas, da classe médica, entre outras.
Definições
Dialetos: variantes diatópicas, isto é, faladas por comunidadesgeograficamente definidas.
Idiomaé
um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se
referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto
de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo paralinguagemnum sentido mais geral);
Socioletos: variedades faladas por comunidades socialmente definidas
ou seja, por grupos de indivíduos que, tendo características sociais em
comum (profissão, faixa etária etc.), usam termos técnicos, gírias ou
fraseados que os distinguem dos demais falantes na sua comunidade. É
também chamado dialeto social ou variante diastrática. 6
linguagem padrão ou norma padrão ou norma culta:
variedade linguística padronizada com base em preceitos estabelecidos
de seleção do que deve ou não ser usado, levando em conta fatores
linguísticos e não linguísticos, como tradição e valores socioculturais
(prestígio, elegância, estética etc.). Corresponde à variedade
usualmente adotada pelos falantes instruídos ou empregada na comunicação
pública.
Idioletos: variedade peculiar a um único indivíduo ou o conjunto de traços próprios ao seu modo de se expressar.
Etnoletos : variedade falada pelos membros de uma etnia
(termo pouco utilizado, já que geralmente ocorre em uma área
geograficamente definida, coincidindo, portanto, com o conceito de
dialeto).
Ecoletos, um idioleto adotado por um número muito reduzido de pessoas (membros de uma família ou de um grupo de amigos, por exemplo).
Distinguem-se os dialetos, idioletos e socioletos não apenas por seu vocabulário, mas também por diferenças na gramática, na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas
tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro exemplo é como
palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de
adaptação à fonologia básica da linguagem.
Certos registros profissionais, como o chamado legalês, mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. Por exemplo, jornalistas ou advogados ingleses freqüentemente usam modos verbais, como o subjuntivo,
que não são mais usados com freqüência por outros falantes. Muitos
registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão).
Tipo de variação
Variedades geográficas: dizem respeito à variação diatópica e
são variantes devidas à distância geográfica que separa os
falantes.5 Assim, por exemplo, a mistura de cimento, água e areia, se
chama betão em Portugal; no Brasil, se chama concreto.
As mudanças de tipo geográfico se chamam dialetos (ou mais
propriamente geoletos), e o seu estudo é a dialetologia. Embora o termo
'dialeto' não tenha nenhum sentido negativo, acontece que, erroneamente,
tem sido comum chamar dialeto a línguas que supostamente são "simples"
ou "primitivas". Dialeto é uma forma particular, adotada por uma
comunidade, na fala de uma língua. Nesse sentido, pode-se falar de
inglês britânico, inglês australiano, etc. É preciso também ter presente
que os dialetos não apresentam limites geográficos precisos - ao
contrário, são borrados e graduais - daí se considerar que os dialetos
que constituem uma língua formam um continuum sem limites
precisos. Diz-se que uma língua é um conjunto de dialetos cujos falantes
podem se entender. Embora isto possa ser aproximadamente válido para o
português, não parece valer para o alemão, pois há dialetos desta língua
que são ininteligíveis entre si. Por outro lado, fala-se de línguas escandinavas, quando, na realidade, um falante sueco e um dinamarquês podem se entender usando cada um a sua própria língua.
No que diz respeito ao português, além de vários dialetos e
subdialetos, falares e subfalares, há dois padrões reconhecidos
internacionalmente: o português de Portugal e oportuguês do Brasil.
Variedades históricas: relacionadas com a mudança
linguística, essas variedades aparecem quando se comparam textos em uma
mesma língua escritos em diferentes épocas e se verificam diferenças
sistemáticas na gramática, no léxico e às vezes
na ortografia (frequentemente como reflexo de mudanças fonéticas). Tais
diferenças serão maiores quanto maior for o tempo que separa os textos.
Cada um dos estágios da língua, mais ou menos homogêneos circunscritos a
uma certa época é chamado variedade diacrônica. Por exemplo, na língua
portuguesa pode-se distinguir claramente o português moderno (que, por
sua vez, apresenta diversidades geográficas e sociais) e o português
arcaico.
Variedades sociais : compreendem todas as modificações da
linguagem produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o falante. Neste
âmbito, interessa sobretudo o estudo dos socioletos, os quais se devem a
fatores como classe social, educação, profissão, idade, procedência
étnica, etc. Em certos países onde existe uma hierarquia social muito
clara, o socioleto da pessoa define a qual classe social ela pertence.
Isso pode significar uma barreira para a inclusão social.
Variedades situacionais : incluem as modificações na
linguagem decorrentes do grau de formalidade da situação ou das
circunstâncias em que se encontra o falante. Esse grau de formalidade
afeta o grau de observância das regras, normas e costumes na comunicação
linguística.
Os três tipos de variações linguísticas são:
Variações diafásicas
Representam as variações que se estabelecem em função do contexto
comunicativo, ou seja, a ocasião é que determina a maneira como nos
dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal ou informal.
Variações diatópicas
São as variações ocorridas em razão das diferenças regionais, como,
por exemplo, a palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas
(relacionadas ao significado) em algumas regiões que se divergem umas
das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
Variações diastráticas
São aquelas variações que ocorrem em virtude da convivência entre
os grupos sociais. Como exemplo podemos citar a linguagem dos advogados,
dos surfistas, da classe médica, entre outras.
Referências
Dicionário Houaiss. Verbetes: "mudança" (rubrica: lingüística) e "variação" (rubrica: lingüística).
BELINE, R. "A variação lingüística". In: FIORIN, J. L. (org.) Introdução à lingüística I. Objetos teóricos. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 2004, p. 121-40.