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quarta-feira, 1 de julho de 2015

CONTIDO E DERRAMADO

Contido

21 Definições encontradas.
 

Classificação morfossintática:

 Verbo, particípio de conter
 Adjetivo, masculino singular 

Flexões da palavra Contido

Significados de Contido :

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1. Contido

Por  (MG) em 26-11-2008
1) Que está totalmente dentro de algo.
2) Que não passa de certos limites
3) Que faz parte ou consta de um grupo
4) Pessoa reservada
5) Abrangido
6) Refreado
7) Reprimido
 
1) Esta caixa contem 1 litro de leite longa vida.
2) O avanço da fronteira agrícola foi contido pelo rio Madeira
3) A espécie dos escorpiões contém diversos tipos.
4) Genaro é uma raridade: Ele é um italiano contido.
5) Com a subida da maré, a árvore também ficou contida no mar.
6) A ânsia arrecadadora do fisco foi contida pelo STF.
7) A passeata foi contida a custo de muito gás e cassetete.


DERRAMADO - ANTÔNIMO DO ADJETIVO CONTIDO.


terça-feira, 23 de junho de 2015

EM RESUMO... É ISSO: LINGUAGEM FIGURADA.


LINGUAGEM FIGURADA - SE TESTE!



Denotação e conotação servem para expressar o sentido pretendido pelo interlocutor. Assim, a denotação remete para o sentido literal, enquanto a conotação, bastante usada a nível poético, remete para o sentido figurado e para a criação de novos significados.          A linguagem figurada consiste em uma ferramenta ou modalidade de comunicação, que utiliza figuras de linguagem para expressar um sentido não literal de um determinado enunciado. Relacionada com a semântica, a linguagem figurada é o oposto da linguagem literal, que utiliza as palavras no seu verdadeiro significado. ENTÃO podemos dizer que, as 00 são certos recursos que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem. A importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos.          As figuras de linguagem podem ser: de palavra, de construção, de pensamento e de som. Exemplos de linguagem figurada: "Ele está se afogando nas suas preocupações." Esta frase deve ser interpretada no seu sentido figurado, porque não é fisicamente possível uma pessoa se afogar com uma preocupação. Neste caso, a frase significa que as preocupações do indivíduo estão limitando e prejudicando. - "Quando o Francisco chegou lá, ele deu com a cara no portão". Esta frase pode ser interpretada de duas formas: no sentido literal ou no sentido figurado. O sentido literal indica que o Francisco chegou no determinado local e bateu literalmente com a cara no portão. O sentido figurado não implica um choque físico, mas indica que quando o Francisco chegou lá, o portão estava fechado e ele não conseguiu entrar.          O 01 consiste no uso de ideias contrárias ou contraditórias que acabam gerando uma falta de lógica ou expressão sem sentido. A 02 consiste na exposição de palavras contrárias. Estas duas figuras de linguagem são frequentemente confundidas. A 03 é a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver outra palavra apropriada. A 04 consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. A 05, como o próprio nome diz, é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo, geralmente o COMO. A 06 é a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam. Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem a cria. O 07 ou Cacofemismo é uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas (essas expressões são frequentemente usadas para criar situações de humor) para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao 08, que é o uso de palavra, locução ou acepção mais agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso conotador de outra palavra, locução ou acepção menos agradável, mais grosseira ou violenta. A 09 é o uso de uma expressão intencionalmente exagerada com o intuito de realçar uma ideia.. 10 é a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. A 11 ou 12 é uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. A 13 consiste em apresentar um termo em sentido oposto, ou seja, consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em ressaltar algum aspecto passível de crítica. A 14 consiste na busca da reprodução ou imitação dos sons. A 15 é uma figura de linguagem que consiste em repetir sons consonantais idênticos ou semelhantes no início de palavras de uma frase ou de versos de uma poesia para criar sonoridade. A 16 é um recurso sonoro que consiste em repetir sons de vogais em um verso ou em uma frase, especialmente as sílabas tônicas. A 17 é uma figura de linguagem, relacionada com a enumeração, onde são expostas determinadas ideias de forma crescente (em direção a um clímax) ou decrescente (anticlímax). - AGORA TEMOS ALGUNS EXEMPLOS DO USO DA LINGUAGEM FIGURADA ABAIXO. ANALISE E CLASSIFIQUE CADA UMA DESSAS FIGURAS DE LINGUAGEM EMPREGADAS:


18 Dei um passo, apressei-me, corri.
19 Ó não guardes, que a madura idade te converta essa flor, essa beleza, em terra, em cinzas, em pó, em sombra.
20 Nada com Deus é tudo. Tudo sem Deus é nada.
21 Quebrei sem querer o pescoço da garrafa.
22 O Amor queima como o fogo.
23 Minha boca é um túmulo
24 Essa rua é um verdadeiro deserto
25 Há 5 anos Raimundo abotoou o paletó de madeira
26 Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu.
27 Se você gritar mais alto, eu agradeço, moleque!
28 O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se.  (Padre Antônio Vieira)
29 É solitário andar por entre a gente. (CAMÕES)
30 O sino toca com a boca aberta


Coco Sem Azeite - Pinduca – CRIATIVIDADE POPULAR.

De onde é que esse coco vem
Todo coco tem azeite
Mas esse não tem (Bis)
O braço do mar não tem cotovelo
O caranguejo anda mas não é pra frente / Revólver tem cano mas não é torneira / Cachaça não dá rasteira
mas derruba gente / O prego tem cabeça mas não tem juízo / O cabo da vassoura não prende ninguém / A mão de pilão nunca bateu palmas / Agulha costura e só anda nua / Na estrada que vai pra lua não se vê poeira / O trombonista toca com a boca fechada / O sino toca com a boca aberta / Quem roubar ladrão eu jamais acuso / Mulher não é parafuso
Mas a gente aperta.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

1 de Agosto - Dia do Poeta da Literatura de Cordel

1 de Agosto de 2014
Dia do Poeta da Literatura de Cordel

Literatura de Cordel
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A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizados desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares, ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil 
A literatura de cordel chegou ao Brasil, no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças, com a presença do público.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.
Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Fonte: www.sua pesquisa.com

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Variação linguística

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Variação linguística de uma língua é o modo pelo qual ela se usa, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sociocultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. É o conjunto das diferenças de realização linguística falada pelos locutores de uma mesma língua. Tais diferenças decorrem do fato de um sistema linguístico não ser unitário, mas comportar vários eixos de diferenciação: estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário. A variação e a mudança podem ocorrer em algum ou em vários dos subsistemas constitutivos de uma língua (fonético, morfológico, fonológico, sintático, léxico e semântico). O conjunto dessas mudanças constitui a evolução dessa língua.1
A variação é também descrita como um fenômeno pelo qual, na prática corrente de um dado grupo social, em uma época e em certo lugar, uma língua nunca é idêntica ao que ela é em outra época e outro lugar, na prática de outro grupo social. O termo variação pode também ser usado como sinônimo de variante.2 Existem diversos fatores de variação possíveis - associados a aspectos geográficos e sociolinguísticos, à evolução linguística e ao registro linguístico.
Variedade ou variante linguística se define pela forma pela qual determinada comunidade de falantes, vinculados por relações sociais ou geográficas, usa as formas linguísticas de uma língua natural. É um conceito mais forte do que estilo de prosa ou estilo de linguagem. Refere-se a cada uma das modalidades em que uma língua se diversifica, em virtude das possibilidades de variação dos elementos do seu sistema (vocabulário, pronúncia, sintaxe) ligadas a fatores sociais ou culturais (escolaridade, profissão, sexo, idade, grupo social etc.) e geográficos (tais como o português do Brasil, o português de Portugal, os falares regionais etc.). A língua padrão e a linguagem popular também são variedades sociais ou culturais. Um dialeto é uma variedade geográfica.3 Variações de léxico, como ocorre na gíria e no calão, podem ser consideradas como variedades mas também como registros ou, ainda, como estilos - a depender da definição adotada em cada caso. Os idiotismos são às vezes considerados como formas de estilo, por se limitarem a variações de léxico.
Utiliza-se o termo 'variedade' como uma forma neutra de se referir a diferenças linguísticas entre os falantes de um mesmo idioma. Evita-se assim ambiguidade de termos como língua (geralmente associado à norma padrão) ou dialeto (associado a variedades não padronizadas, consideradas de menor prestígio ou menos corretas do que a norma padrão). O termo "leto" também é usado quando há dificuldade em decidir se duas variedades devem ser consideradas como uma mesma língua ou como línguas ou dialetos diferentes. Alguns sociolinguistas usam o termo leto no sentido de variedade linguística - sem especificar o tipo de variedade. As variedades apresentam não apenas diferenças de vocabulário mas também diferenças de gramática, fonologia e prosódia.
Cquote1.svg Nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio e, ainda num só local, apresenta um sem-número de diferenciações.[...] Mas essas variedades de ordem geográfica, de ordem social e até individual, pois cada um procura utilizar o sistema idiomático da forma que melhor lhe exprime o gosto e o pensamento, não prejudicam a unidade superior da língua, nem a consciência que têm os que a falam diversamente de se servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e de emoção. Cquote2.svg
Celso Cunha Uma política do idioma4
A sociolinguística procura estabelecer as fronteiras entre os diferentes falares de uma língua. O pesquisador verifica se os falantes apresentam diferenças nos seus modos de falar de acordo com o lugar em que estão (variação diatópica), com a situação de fala ou registro (variação diafásica) ou de acordo com o nível socioeconômico do falante (variação diastrática).

Índice

Tipos de variedades linguísticas:

  • Variedades geográficas: dizem respeito à variação diatópica e são variantes devidas à distância geográfica que separa os falantes.5 Assim, por exemplo, a mistura de cimento, água e areia, se chama betão em Portugal; no Brasil, se chama concreto.
As mudanças de tipo geográfico se chamam dialetos (ou mais propriamente geoletos), e o seu estudo é a dialetologia. Embora o termo 'dialeto' não tenha nenhum sentido negativo, acontece que, erroneamente, tem sido comum chamar dialeto a línguas que supostamente são "simples" ou "primitivas". Dialeto é uma forma particular, adotada por uma comunidade, na fala de uma língua. Nesse sentido, pode-se falar de inglês britânico, inglês australiano, etc. É preciso também ter presente que os dialetos não apresentam limites geográficos precisos - ao contrário, são borrados e graduais - daí se considerar que os dialetos que constituem uma língua formam um continuum sem limites precisos. Diz-se que uma língua é um conjunto de dialetos cujos falantes podem se entender. Embora isto possa ser aproximadamente válido para o português, não parece valer para o alemão, pois há dialetos desta língua que são ininteligíveis entre si. Por outro lado, fala-se de línguas escandinavas, quando, na realidade, um falante sueco e um dinamarquês podem se entender usando cada um a sua própria língua.
No que diz respeito ao português, além de vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, há dois padrões reconhecidos internacionalmente: o português de Portugal e o português do Brasil.
  • Variedades históricas : relacionadas com a mudança linguística, essas variedades aparecem quando se comparam textos em uma mesma língua escritos em diferentes épocas e se verificam diferenças sistemáticas na gramática, no léxico e às vezes na ortografia (frequentemente como reflexo de mudanças fonéticas). Tais diferenças serão maiores quanto maior for o tempo que separa os textos. Cada um dos estágios da língua, mais ou menos homogêneos circunscritos a uma certa época é chamado variedade diacrônica. Por exemplo, na língua portuguesa pode-se distinguir claramente o português moderno (que, por sua vez, apresenta diversidades geográficas e sociais) e o português arcaico.
  • Variedades sociais : compreendem todas as modificações da linguagem produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o falante. Neste âmbito, interessa sobretudo o estudo dos socioletos, os quais se devem a fatores como classe social, educação, profissão, idade, procedência étnica, etc. Em certos países onde existe uma hierarquia social muito clara, o socioleto da pessoa define a qual classe social ela pertence. Isso pode significar uma barreira para a inclusão social.
  • Variedades situacionais : incluem as modificações na linguagem decorrentes do grau de formalidade da situação ou das circunstâncias em que se encontra o falante. Esse grau de formalidade afeta o grau de observância das regras, normas e costumes na comunicação linguística.
Os três tipos de variações linguísticas são:
  • Variações diafásicas 
Representam as variações que se estabelecem em função do contexto comunicativo, ou seja, a ocasião é que determina a maneira como nos dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal ou informal.
  • Variações diatópicas 
São as variações ocorridas em razão das diferenças regionais, como, por exemplo, a palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas (relacionadas ao significado) em algumas regiões que se divergem umas das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
  • Variações diastráticas 
São aquelas variações que ocorrem em virtude da convivência entre os grupos sociais. Como exemplo podemos citar a linguagem dos advogados, dos surfistas, da classe médica, entre outras.

Definições

  • Dialetos: variantes diatópicas, isto é, faladas por comunidades geograficamente definidas.
    • Idioma é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para linguagem num sentido mais geral);
  • Socioletos: variedades faladas por comunidades socialmente definidas ou seja, por grupos de indivíduos que, tendo características sociais em comum (profissão, faixa etária etc.), usam termos técnicos, gírias ou fraseados que os distinguem dos demais falantes na sua comunidade. É também chamado dialeto social ou variante diastrática. 6
  • linguagem padrão ou norma padrão ou norma culta: variedade linguística padronizada com base em preceitos estabelecidos de seleção do que deve ou não ser usado, levando em conta fatores linguísticos e não linguísticos, como tradição e valores socioculturais (prestígio, elegância, estética etc.). Corresponde à variedade usualmente adotada pelos falantes instruídos ou empregada na comunicação pública.
  • Idioletos: variedade peculiar a um único indivíduo ou o conjunto de traços próprios ao seu modo de se expressar.
  • registros (ou diátipos): o vocabulário especializado e/ou a gramática de certas atividades ou profissões
  • Etnoletos : variedade falada pelos membros de uma etnia (termo pouco utilizado, já que geralmente ocorre em uma área geograficamente definida, coincidindo, portanto, com o conceito de dialeto).
  • Ecoletos, um idioleto adotado por um número muito reduzido de pessoas (membros de uma família ou de um grupo de amigos, por exemplo).
Distinguem-se os dialetos, idioletos e socioletos não apenas por seu vocabulário, mas também por diferenças na gramática, na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem.
Certos registros profissionais, como o chamado legalês, mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. Por exemplo, jornalistas ou advogados ingleses freqüentemente usam modos verbais, como o subjuntivo, que não são mais usados com freqüência por outros falantes. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão).

Tipo de variação

  • Variedades geográficas: dizem respeito à variação diatópica e são variantes devidas à distância geográfica que separa os falantes.5 Assim, por exemplo, a mistura de cimento, água e areia, se chama betão em Portugal; no Brasil, se chama concreto.
    As mudanças de tipo geográfico se chamam dialetos (ou mais propriamente geoletos), e o seu estudo é a dialetologia. Embora o termo 'dialeto' não tenha nenhum sentido negativo, acontece que, erroneamente, tem sido comum chamar dialeto a línguas que supostamente são "simples" ou "primitivas". Dialeto é uma forma particular, adotada por uma comunidade, na fala de uma língua. Nesse sentido, pode-se falar de inglês britânico, inglês australiano, etc. É preciso também ter presente que os dialetos não apresentam limites geográficos precisos - ao contrário, são borrados e graduais - daí se considerar que os dialetos que constituem uma língua formam um continuum sem limites precisos. Diz-se que uma língua é um conjunto de dialetos cujos falantes podem se entender. Embora isto possa ser aproximadamente válido para o português, não parece valer para o alemão, pois há dialetos desta língua que são ininteligíveis entre si. Por outro lado, fala-se de línguas escandinavas, quando, na realidade, um falante sueco e um dinamarquês podem se entender usando cada um a sua própria língua.
    No que diz respeito ao português, além de vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, há dois padrões reconhecidos internacionalmente: o português de Portugal e oportuguês do Brasil.
    • Variedades históricas: relacionadas com a mudança linguística, essas variedades aparecem quando se comparam textos em uma mesma língua escritos em diferentes épocas e se verificam diferenças sistemáticas na gramática, no léxico e às vezes na ortografia (frequentemente como reflexo de mudanças fonéticas). Tais diferenças serão maiores quanto maior for o tempo que separa os textos. Cada um dos estágios da língua, mais ou menos homogêneos circunscritos a uma certa época é chamado variedade diacrônica. Por exemplo, na língua portuguesa pode-se distinguir claramente o português moderno (que, por sua vez, apresenta diversidades geográficas e sociais) e o português arcaico.
    • Variedades sociais : compreendem todas as modificações da linguagem produzidas pelo ambiente em que se desenvolve o falante. Neste âmbito, interessa sobretudo o estudo dos socioletos, os quais se devem a fatores como classe social, educação, profissão, idade, procedência étnica, etc. Em certos países onde existe uma hierarquia social muito clara, o socioleto da pessoa define a qual classe social ela pertence. Isso pode significar uma barreira para a inclusão social.
    • Variedades situacionais : incluem as modificações na linguagem decorrentes do grau de formalidade da situação ou das circunstâncias em que se encontra o falante. Esse grau de formalidade afeta o grau de observância das regras, normas e costumes na comunicação linguística.
Os três tipos de variações linguísticas são:
    • Variações diafásicas
 Representam as variações que se estabelecem em função do contexto comunicativo, ou seja, a ocasião é que determina a maneira como nos dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal ou informal.
    • Variações diatópicas
 São as variações ocorridas em razão das diferenças regionais, como, por exemplo, a palavra “abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas (relacionadas ao significado) em algumas regiões que se divergem umas das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
    • Variações diastráticas
 São aquelas variações que ocorrem em virtude da convivência entre os grupos sociais. Como exemplo podemos citar a linguagem dos advogados, dos surfistas, da classe médica, entre outras.

Referências



  • Dicionário Houaiss. Verbetes: "mudança" (rubrica: lingüística) e "variação" (rubrica: lingüística).

  • DUBOIS, Jean et al. Dicionário de Linguística. Editora Pensamento-Cultrix, 2011, p.609, 610.

  • Dicionário Houaiss: "variedade" 5 Rubrica: lingüística.

  • "Variação linguística". PEAD.UFRJ.

  • Álvarez, 2006; 23


    1. Dicionário Houaiss: "socioleto".

    Ver também

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