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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sobre o Mar Flávio Venturini & JANE DUBOC


Pescador sorriu pra mim
Eu mergulhei na imensidão
Deu vontade de te achar
Encontrar você numa canção
O sol dançou, e mergulhou
A estrela respirou
Acordou, acordou
Alguém cantou e me desejou
Lá no fim do mar cantou
Me chamou, me chamou
Eu deixei no mar o meu olhar
De solidão
Quando eu te encontrar eu vou
Te dar
Meu coração
Sempre que eu lembrar eu vou
Cantar
Esta canção

A Flor - Virgínia Rosa


A flor de que era feito o nosso amor
Molhou-se com a chuva
Gelou de tanto frio e mesmo assim
Não se quebrou
Oh! flor
Se lhe maltratam só por mal
Torna-se um translúcido cristal
Se lhe vêm com crueldades
Exala teu perfume pra toda cidade
Oh! flor
Nascida de um peito sem graça e sem jeito
Sem nenhum espinho
Somente carinho e amor
Oh! flor
A flor de que era feito nosso amor
Molhou-se com a chuva
Gelou de tanto frio e mesmo assim
Não se quebrou
Oh! flor
Mesmo em pleno mar de imensa dor
Queima tua chama com fervor
Se a morte a levar na correnteza
Brilhará no céu mais uma nova Estrela
Flor
Mesmo se os anos passarem em segundos/ciganos
mesmo que os homens esqueçam tua cor
A flor de que era feito o nosso amor
Molhou-se com a chuva
Gelou de tanto frio e mesmo assim...
Desabrochou

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O TRABALHO - NA VISÃO POÉTICA DE LEGIÃO URBANA

Fábrica

Legião Urbana

Nosso dia vai chegar
Teremos nossa vez
Não é pedir demais
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que lhe peço
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance
De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo
Que venha o fogo então
Esse ar deixou minha vista cansada
Nada demais

sábado, 25 de outubro de 2014

TRI...balismo - Tribalistas

Tribalismo

Tribalistas

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio
Trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo
Os tribalistas já não querem ter razão
Não querem ter certeza
Não querem ter juízo nem religião
Os tribalistas já não entram em questão
Não entram em doutrina, em fofoca ou discussão
Chegou o tribalismo no pilar da construção
Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Os tribalistas saudosistas do futuro
Abusam do colírio e dos óculos escuros
São turistas assim como você e seu vizinho
Dentro da placenta do planeta azulzinho
Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba
O tribalismo é um anti-movimento
Que vai se desintegrar no próximo momento
O tribalismo pode ser e deve ser o que você quiser
Não tem que fazer nada basta ser o que se é
Chegou o tribalismo, mão no teto e chão no pé

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

TEXTO POÉTICO - EXERCÍCIO DE METRIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE RIMAS

Mistérios

Roupa Nova


De uma costela foi gerada
Sopro da vida na manhã
No paraíso foi tentada
Pela mordida da maçã
Botou a culpa na serpente
E nos cabelos uma flor
E descobriu no corpo ardente
Que coisa quente é o amor
(...)
Sempre tem sonhos, quer voar
Sempre tem fome, quer morder
Sempre tem frio, quer brincar
Brincar com a vida de esconder
De uma costela foi gerada
Tudo parece combinar
Tem a pureza de uma fada
Mas tem veneno no olhar
E quem provar do seu feitiço
E quem ousar beber do mel
Vai penetrar no paraíso
Pra nunca mais sair do céu
Será pecado se seguir o coração
Como calar pra sempre a boca de um vulcão
Sempre tem sonhos, quer voar
Sempre tem fome, quer morder
Sempre tem frio, quer brincar
Brincar com a vida de esconder

(...) 
Será pecado se seguir o coração
Como calar pra sempre a boca de um vulcão

terça-feira, 26 de agosto de 2014

FIGURAS DE LINGUAGEM MAIS USADAS

Figuras de linguagem mais usadas

Antítese e Paradoxo
Paradoxo é a aproximação de ideias contrárias.
Ex.: Já estou cheio de me sentir vazio.
Antítese consiste na exposição de palavras contrárias.
Ex.: Ele não odeia, ama.
Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas:
"Como podemos ver, na antítese, apresentam-se ideias contrárias em oposição. No paradoxo, as ideias aparentam ser contraditórias, mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal."
Catacrese
É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver outra palavra apropriada - ou a palavra apropriada não ser de uso comum.
Ex.: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.
Sinestesia
Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.
Ex.: Aquela criança tem um olhar tão doce.
Comparação
Como o próprio nome diz, essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo.
Ex.: O Amor queima como o fogo.
Metáfora
É a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam
Ex.: O José é uma "raposa".
Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora.
Metafora¹
Sem conectivo
Disfemismo ou Cacofemismo
É uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao eufemismo. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor.
Ex.: Comer capim pela raiz.
Hipérbole ou Auxese[1]
É a figura de linguagem que consiste no exagero.
Ex.: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!"
Metonímia ou Transnominação
É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda.
Ex.: Lemos Machado de Assis por interesse. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)
Personificação ou Prosopopeia [2]
É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.
Ex.: O Sol amanheceu triste e escondido.
Perífrase[3]
Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades.
Ex.: Ele é o rei dos animais. (Leão)
Ex.: Visitamos a cidade-luz. (Paris)
Ironia[4]
Consiste em apresentar um termo em sentido oposto.
Ex.: Meu irmão é um santinho (malcriado).
Eufemismo[5]
Consiste em suavizar um contexto.
Ex.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu).

DISFEMISMO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O disfemismo (ou cacofemismo) é uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao eufemismo. Expressões disfêmicas são frequentemente usadas para criar situações de humor.
Um exemplo de disfemismo é:
  • Morrer: "comer capim pela raiz", "vestir o paletó de madeira", "ir para a terra dos pés-juntos", "bater as botas" etc.
  • Urinar: "tirar água do joelho", "mudar a água às azeitonas", "pipetar ácido sulfúrico no joelho", "Colocar o gigante pra chorar" etc.

Referências

  • KRÖLL, Heinz - O Eufemismo e o Disfemismo no Português Moderno (1984)
  • GUIMARÃES, Hélio e LESSA, Ana Cecília - Figuras de linguagem - Teoria e prática. São Paulo: Editora Atual
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